terça-feira, 19 de janeiro de 2016

"(...)COMO PROVA O GALILEU"


Está cada vez mais difícil a vida para quem não frequenta camarotes, espaços “vip”, “gourmet” e toda sorte de locais marcados pelas mesuras adequadas aos movimentos da Mercadoria e da Organização. É que, de forma crescente, momentos prezados por milhares - que são postos ou se colocam à margem da frescura segmentada - são obstruídos em nome de uma racionalidade que argumenta riscos à segurança, à saúde e ao patrimônio. Esgrimida com a desfaçatez habitual de quem manipula e desvirtua expressões coletivas, a razão preventiva é, na verdade, higienista, criminalizando o pequeno comércio, a diversão, a cultura e a convivência dos de baixo, cotidianamente expropriados de seu tempo e lugar.

“E, no entanto, ele se move (....)”
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