sábado, 26 de outubro de 2013

De PALMEIRENSE pra PALMEIRENSE ou “É Paumera, Paumera , Paumera, Paumera, Paumera...”

Bar na esq. da Mj. Natanael c/ Dr. Arnaldo. Onde a cerveja em lata é R$ 7,00 e a caipirinha, R$ 25,00




















Palmeirense, você que, como eu,  aprecia preliminares calóricas e manguacísticas antes de ingressar ao estádio no qual somos líderes em títulos – o Pacaembu – preste atenção à seguinte recomendação: NÃO ENTRE NO BAR DA FOTO (esquina da Avenida Dr. Arnaldo com Major Natanael, próximo à estação Clínicas do metrô). Outrora excelente pedida para o esquenta – proximidade, preços e atendimento – o local meteu-se à mUderna. Só pra você ter uma ideia, o “simpático” Albernaz Ulstra de uma Figa, dono da coisa, só permite venda de cerveja em lata. Preço de uma lata??? R$ 7,00!!!!! Isto mesmo, cerveja só em lata e a R$ 7,00!!!!! Embora tenha cachaça, açúcar e limão à vista, por exemplo, o paguá se nega a vender a tradicional caipirinha. Baé, a criatura lasca assim ó:  “Capirinha??? Só de vodka!!!!” Preço???? R$ 25,00!!!!. O Gurbélio é tão avançado que o anúncio de emprego para balconista requisita, garrafal, a necessidade de BOA APARÊNCIA. 


Portanto, palmeirense apreciador da maresia rueira pré-jogo, se for pra ficar nervoso, perca as estribeiras somente na hora da peleja, com as arrancadas do Márcio Araújo, a veloz habilidade de Marcelo Oliveira, a determinação confiante de Juninho Pampers e outros arroubos do naipe. Na preliminar, fique longe do butiquim do Albernaz. Faça tranquila e agradável sua prévia, descendo na estação Marechal do metrô. Antes da avenida Pacaembu, há diversos butiquins –  dos pés sujos aos quase lanchonetes – onde você tem acesso às geladas de garrafa e a outras cachaçadas e iguarias a preço honesto. Bora, Palestra!!!! Bora, Paumera!!!!!  É Paumera Paumera, Paumera Paumera Paumera.....

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

PURO MALTE

Antes deu recomeçar minha peleja e ao ver e ouvir tanto a palavra "Deus", lembro-me de que certa feita o professor Rubem Alves encantou o corriqueiro dizendo: as pessoas prometem coisas terríveis a Deus, estranhou o educador. De fato, oferecem-Lhe toda a espécie de sacrifícios. Acato e compartilho o sugestivo espanto do Rubem e garanto a Deus: logo mais à noite, por minha conta, tomaremos eu e Ele várias geladas. Aos risos, beberemos muito. Ele sabe que eu coloco em dúvida sua existência - e a do próprio rabudo. Que na verdade nem ligo se existem ou não; mas Ele acaba de me enviar garantias de sua presença. Faz-me saber que não é mesquinho nem coleciona sacrifícios. Por outra, vai me trazer um legítimo Doze Milênios. Puro malte.

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

INSUSTENTÁVEL

(foto: José Cruz/ABr)

Capitalizam a recusa à política e aos políticos, rentabilizam o silêncio complacente com a rejeição raivosa às cotas raciais e ao bolsa-família, investem no preconceito de classe a Lula, no crescente antipetismo e na redução do Estado a mero palco do teatro gerencial.  Com tucanos e aliados assumindo sem pudor a truculência liberal-oligárquica; com partidos e movimentos de esquerda apontando a traição de governistas às causas de outrora, sobe a apo$ta na “sustentabilidade” como projeto de país. Conceito tão pau pra toda obra quanto o de “globalização”, a “sustentabilidade” encanta plateias de fino trato e outras menos brilhantes –  ambas dóceis aos gênios da raça que dizem que o país deve ser administrado como uma empresa.  Agora as redes financeiras e midiáticas expõem-se deslavadas. Regozijam-se ao ouvirem suas teses nos juramentos de novos aliados, favoráveis como nunca ao saldo positivo nas contas públicas, ao dólar flutuante e às metas mais arrojadas de redução da inflação.  É o tal tripé, que serve de apoio aos vícios privados de poucos e desgraça vidas e sonhos de muitos. Neste cambaleante ciclo sobre três pernas, lamenta-se a ausência da destra dianteira. Ela daria forma adequada aos que rejeitam a trágica experiência internacional no quesito desemprego. Este mesmo que assolou o mundo nos anos 30 e tem destroçado economias e sociedades de 2008 para cá, por conta da retração deliberada dos investimentos estatais e da redução dos gastos públicos correntes. Mancas ou não, sobram as bestas sadias e os cadáveres que elas criam.

Com a razão o Gracia do Salgueiro. Céértíííssimo!!!!