quarta-feira, 17 de abril de 2013

O DRAGÃO da EMPULHAÇÃO


Em crescente intuito golpista, a mídia alardeia o caos. Agora, como em outros momentos, fala em escalada inflacionária. Bastou o IPCA acumulado de abril/2012 a março/2013 superar em 0,09% o teto da meta ANUAL de 6,50%, definida pelo BC –  como mostramos na última tabela da “tripinha” ao lado –  para falarem em explosão de preços. Símbolo da histeria, o tomate deveria ser jogado nos “especialistas”  que, em vez de destacar a entressafra como principal fator do repique de preços (e, portanto, um problema de oferta), estão clamando por elevação do juros para segurar o “dragão da inflação”. Sem praticamente mencionar a necessidade de estoques reguladores – que combateria a sazonalidade da oferta – os técnicos e jornalistas econômicos bradam pela redução do consumo. Mais interessado do que inepto,  o escândalo em  favor do reajuste da taxa SELIC, a ser divulgada logo mais, vai ao encontro dos anseios do rentismo, credor das empresas de comunicação. A preocupação não é com o emprego, meus caros. Não se vê o tal “mercado” “nervoso” com o pífio crescimento do PIB. Atenção aos  rendimentos do trabalho também não é o forte da tigrada mercantil. A propósito, se apurarmos para um salário de R$ 2.000,00, em 31/03/2012, a diferença entre a perda máxima do poder de compra projetada para um ano pelo governo e a perda real observada até 01/04/2013, chegaremos a apenas R$ 1,77 (conforme quadro a seguir). Mas isso a mídia não mostra. Não mostra também que o índice de março/13, se anualizado, não ultrapassa o teto da meta. Meta que, aliás, é uma apenas uma referência, não uma cláusula pétrea.  Ninguém mais fala dos índices inflacionários pós-estabilização do Real: 9,56%, 8,94%, 7,67%..... O que interessa mesmo é prestar favores aos fiadores dos (tele)jornais e suas colunas. É sustentar o dragão da empulhação, a aquecer a extravagância ostentatória dos plutocratas. Nossos comerciais, por favor! 

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