sexta-feira, 1 de março de 2013

Pagando à prestação por uma vista


"Porque nasci de manhã cedo
do fundo de um poço dos desejos
Sei que só há uma certeza:
o mundo é um tecido de surpresas
À noite estou apaixonado
principalmente quando embriagado
Mas de manhã eu pego a estrada
que leva a uma cidade intoxicada
No fundo sou um anarquista
e pago à prestação por uma vista
Penso na paz, vivo na guerra
o céu fica distante desta terra
Às vezes sou ladrão de fogo
às vezes prisioneiro de algum jogo
Seja o que for, não tenho medo
dos uivos dos fantasmas de mim mesmo
Às vezes rei, às vezes bobo
às vezes sou peão em qualquer jogo
Seja o que for, não tenho medo
dos uivos dos fantasmas de mim mesmo"
LADRÃO DE FOGO, de João Bosco, Antônio Cícero & Waly Salomão

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