sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

PRECISANDO APRENDER, URGENTEMENTE!!!!


Preciso refrear um pouco o meu desejo de ajudar
Não vou mudar um mundo louco dando socos para o ar
Não posso me esquecer que a pressa é a inimiga da perfeição
Se eu ando o tempo todo a jato
Ao menos aprendi a ser o último a sair do avião


Preciso me livrar do ofício de ter que ser sempre bom
Bondade pode ser um vício, levar a lugar nenhum
Não posso me esquecer que o açoite também foi usado por Jesus
Se eu ando o tempo todo aflito
Ao menos aprendi a dar meu grito e a carregar a minha cruz....
....


GILBERTO GIL em CADA TEMPO EM SEU LUGAR

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

É...o Méssi.... Cê ainda não viu o Maradona?!

É. Realmente o Méssi é craque. Mas seu estilo extremamente eficiente e eficaz não me agrada. Questão de gosto, entende? Até porque não me relaciono muito bem com esses atributos que os gestores nos impuseram goela abaixo, tanto no trabalho, quanto para “dar uma bem dada” (Vixi! Nem sei mais o que é isso, meu Deus!), ou mesmo mandar um rabo de galo. Falta beleza ao futebol de Méssi. Quesito que sobrava no estilo de Maradona, por exemplo. Aliás, gente boa, falando dessas duas sumidades argentinas do futebol mundial, arrisco dizer que Maradona põe Méssi no bolso e sem dúvida está ao lado de Pelé e Garrincha entre os melhores de todos os tempos. No jogo a seguir (semifinal da copa de 86), constatem que Diego Armando só não faz chover. Pra quem acha tudo isso do Méssi e não viu o Maradona, vale a pena acompanhar cada uma das 7 partes aí embaixo. Quem quiser ver “apenas” os gols, estão a partir dos 6 minutos nas partes 4 e 5 da peleja. 

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

PÉ DE VENTO de Anabela e seus alquimistas


















PÉ DE VENTO, da excelente cantora ANABELA, transborda beleza.  Doce, certeira e cortante, esta voz privilegiada compartilha conosco a melodia e a poética dos que estão entre os melhores surgidos nos últimos tempos. Edu de Maria, Renato Martins e Roberto Didio – compositores que assinam a maioria das faixas do cd –  vieram e estão para ficar na música popular. A “sentir a maresia”, a “perseguir na ventania”, a mulher que deixaram navegar.
Nesse mar de tanta beleza, em RANCHO DO SONHO vejo-me de fantasia.

Criança, por que não sonhar?
Dançando podes flutuar
Teatros de fantoches e vedetes
Marionetes e deboches
O peão girando feito mestre sala de brinquedo
Dança aqui na minha mão
Balõezinhos de jornal balançam no varal
Criança, vamos cirandar?
Brincando podes me encantar
Bonecas de cabaça e porcelana
Mil gincanas e trapaças
As paixões que ficarão
Das menores às maiores
Uma sempre cobre a outra
No final, a matrioska é o meu coração
Não entram colombinas nesse rancho, eu sei
Somente bailarinas que saltaram das caixinhas de música
No castelo onde o bobo é rei
O ventríloquo louco está desmentindo o boneco
Eu também sou criança ou não
E o amor é folia
Até mesmo a tristeza está de fantasia

RANCHO DO SONHO, de Renato Martins e Roberto Didio

À Anabela, ao Edu de Maria e a todos os que participaram do PÉ DE VENTO, que é um presente, minha gratidão.

Aos camaradas Didio e  Renas,  meu grande abraço e aquela vontade de várias geladas e quentes com vagar,
Everaldo

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

O FATO DO DOMÍNIO PELO DOMÍNIO DO FATO



















Não é de hoje que a opinião pública, sustentada pela confrontação racional de argumentos divergentes por titulares de interesses diversos, tem sido subvertida pela mera exposição de célebres preferências orientadas pelo princípio da credibilidade, ao gosto do marketing. Os processos de narração, descrição, análise e julgamento da realidade passam a ser conferidos aos especialistas e funcionários autorizados das empresas de radiodifusão e da grande imprensa pertencentes a um punhado de famílias que se julgam mártires da democracia no Brasil; exatamente as mesmas famílias que apoiaram o golpe civil-militar de 1º de abril de 1964 e conspiram incansavelmente contra governos trabalhistas, agora nutrindo o sonho de verem Lula por trás das grades e o impeachment de Dilma Rousseff. O espetáculo do “mensalão”, a execração pública de lideranças políticas, a criminalização dos movimentos sociais e a grita contra impostos por quem não paga imposto compõem a face ‘pop’ da virtualidade que estende tapete vermelho, acende holofotes e profere elogios a tudo que se associa à visão gerencial e financeira do mundo. Visão que reduz a cultura, a política, a economia e a sociedade à oportunidades de alavancagem privada e que, ao perpetrar esta violência, sai coroada de virtude e com aura edificante. 

A seguir, Marilena Chauí aborda o tema da liberdade de expressão para dar amparo à urgência de se regulamentar democraticamente a radiodifusão no Brasil, tema do qual Dilma Rousseff tem fugido – o que pode contribuir para o impedimento precoce de seu governo e para a instalação de nova ditadura civil, com o aval daqueles que operam o fato do domínio pelo domínio do fato.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

ZEPHIR na SÃO SILVESTRE


Já tive desempenhos melhores, mas, considerado o perfil altimétrico da prova, minha velocidade média final de 10,2 quilômetros por hora ao longo do percurso não pode ser considerada ruim. Até porque, por conta da excessiva manguaça, estou cerca de 15 kg acima do meu peso ideal.

ZEPHIR subindo a Brigadeiro. Por: Tayla Pires de Brito

---------------
Nota: É no mínimo temerária a permissão da participação de cadeirantes em percursos que tenham descidas tão íngremes quanto à do cemitério do Araçá para o Pacaembu. Muito triste o ocorrido com o atleta Israel Barros.

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

NENÊ!!!! "QUE SOM É ESSE?!"


Neste 1 de janeiro compartilho o aniversário da Nenê de Vila Matilde com o samba-enredo que, em minha opinião, é de longe o melhor da agremiação nos últimos seis anos, incluindo o deste 2013. Nenê, Bejar e Sulu  nos presentearam com melodia de muito bom gosto, fortemente em menor, e letra fluente e bem construída. Samba com a cara da Nenê.  Alguma alma generosa gravou os 16 minutos iniciais de um dos ensaios técnicos, postado no radinho aí em cima, e desde então podemos nos deliciar com o calor de nossa batucada, nacionalmente conhecida. Passam longe deste adorável registro amador os odiosos teclados e os bregas meneios de estúdio impostos às gravações dos cds do carnaval de São Paulo, de 2005(*) para cá. O bom mesmo é a gente  sambar na pegada se perguntando "Que som é esse?"  e respondendo na cadência.....
Feliz 2013!!!!!

(*) as gravações de 2005 e 2006, embora incorporem elementos do atual 'conceito' (?!), ainda deram relativo destaque à batucada - item desprezado pelos sabichões de estúdio de 2007 para cá.....