sexta-feira, 19 de outubro de 2012

SIP, por uma liberdade muito particular


Doze famílias brasileiras – afinadas todas ideologicamente a um “liberalismo” que apoiou o Golpe Civil-Militar de 1º de abril de 1964 – veem ameaça à liberdade qualquer questionamento ao seu efetivo controle sobre a maioria dos jornais, rádios, revistas e TVs do país. Essas famílias não se contentam com seu poder de difusão e assumem estratégia comunicativa pouco coincidente com os fatos. A presidenta Kirchner, por colocar em discussão o marco regulatório da Comunicação de seu país, está sendo demonizada por essas abastadas famílias brasileiras e por suas pares “galegas”. Kirchner ousou “peitar” a “Rede Globo argentina” e pôs fim a alguns privilégios. Como? Por exemplo, fazendo a TV Estatal comprar o campeonato nacional de futebol e o colocar à disposição da emissora que venha a se interessar em veicular os jogos. Ou seja, no país de los hermanos, jogo não é marcado em função de horariozinho de novelinha de uma emissora PRIVADA que manda e desmanda conforme os caprichos dos patrocinadores e das vontades de vovô, papai, titio, titia, sobrinha e filhinho. Para as 12 famílias brasileiras, TV pública comprar o campeonato nacional de futebol e ampliar a possibilidade de acesso a mais empresas e cidadãos é cerceamento do direito de expressão, é censura, é intervenção no conteúdo. Gozado não? Não seria o contrário? Além desse raciocínio tão singular, as 12 famílias brasileiras dão guarida, quorum e quadros para evento de entidade pra lá de questionável: a Sociedade Interamericana de Imprensa (VEJAM O VÍDEO acima). Sinal de que sustentam uma concepção muito particular de democracia e liberdade. E dá-lhe beicinho de âncora fazendo aquela expressão de “lamentável”.

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