sexta-feira, 26 de outubro de 2012

“BOM DIA! BOM DIA! BOM DIA! HOJE EU ESTOU TÃO FELIZ.....com Dárrrrcio Campuuiiiizzzz”

Para quem acha que os políticos são todos corruptos, que José Dirceu é a verdadeira encarnação do capeta, que o bolsa-família tira de quem trabalha para “sustentar vagabundos”; que a agenda do julgamento do “mensalão” nada tem a ver com disputa eleitoral; que a insistente associação e pronúncia do nome PT junto com o termo “formação de quadrilha” apenas reflete fatos revelados por jornalismo isento; que a exploração é perfeitamente exposta no mantra “Brasil, o país dos impostos”; para os paulistanos honrados e bem informados, que carregam o Brasil nas costas e são os verdadeiros trabalhadores, vai o meu:
  
Em toda a história do campeonato do Brasileiro, se o Palmeiras ganhou duas vezes do Internacional NO Rio Grande do Sul, já é muito. De modo que, amanhã, a derrota é certa. Pode ser que ela seja trágica, porque o elenco do Internacional é muito melhor do que o catado montado pelo arrogante, teimoso, retranqueiro e admirador de perna de pau Luis Felipe Scolari (avalizado por B1 e B2). Apesar deu desejar o oposto absoluto, o Internacional x Palmeiras de logo mais está com cheiro da reedição menos inspirada deste jogo aqui, ó:
sfafa
Como hoje é sexta-feira e não me sai da cabeça o Oi-IÔ-IÔ do TUFÃO – ou será este meu enorme, histórico e reluzente chifre??? –; seguem meu som e musa da semana, pra gente sacudir daquele jeito.      

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

SIP, por uma liberdade muito particular


Doze famílias brasileiras – afinadas todas ideologicamente a um “liberalismo” que apoiou o Golpe Civil-Militar de 1º de abril de 1964 – veem ameaça à liberdade qualquer questionamento ao seu efetivo controle sobre a maioria dos jornais, rádios, revistas e TVs do país. Essas famílias não se contentam com seu poder de difusão e assumem estratégia comunicativa pouco coincidente com os fatos. A presidenta Kirchner, por colocar em discussão o marco regulatório da Comunicação de seu país, está sendo demonizada por essas abastadas famílias brasileiras e por suas pares “galegas”. Kirchner ousou “peitar” a “Rede Globo argentina” e pôs fim a alguns privilégios. Como? Por exemplo, fazendo a TV Estatal comprar o campeonato nacional de futebol e o colocar à disposição da emissora que venha a se interessar em veicular os jogos. Ou seja, no país de los hermanos, jogo não é marcado em função de horariozinho de novelinha de uma emissora PRIVADA que manda e desmanda conforme os caprichos dos patrocinadores e das vontades de vovô, papai, titio, titia, sobrinha e filhinho. Para as 12 famílias brasileiras, TV pública comprar o campeonato nacional de futebol e ampliar a possibilidade de acesso a mais empresas e cidadãos é cerceamento do direito de expressão, é censura, é intervenção no conteúdo. Gozado não? Não seria o contrário? Além desse raciocínio tão singular, as 12 famílias brasileiras dão guarida, quorum e quadros para evento de entidade pra lá de questionável: a Sociedade Interamericana de Imprensa (VEJAM O VÍDEO acima). Sinal de que sustentam uma concepção muito particular de democracia e liberdade. E dá-lhe beicinho de âncora fazendo aquela expressão de “lamentável”.

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

O que, com razão, diz JOSÉ DIRCEU sobre sua condenação pelo STF e pelo PIG*

AO POVO BRASILEIRO   (por José Dirceu, em 09/10/2012)

No dia 12 de outubro de 1968, durante a realização do XXX Congresso da UNE, em Ibiúna, fui preso, juntamente com centenas de estudantes que representavam todos os estados brasileiros naquele evento. Tomamos, naquele momento, lideranças e delegados, a decisão firme, caso a oportunidade se nos apresentasse, de não fugir.
 
Em 1969 fui banido do país e tive a minha nacionalidade cassada, uma ignomínia do regime de exceção que se instalara cinco anos antes.
 
Voltei clandestinamente ao país, enfrentando o risco de ser assassinado, para lutar pela liberdade do povo brasileiro.

Por 10 anos fui considerado, pelos que usurparam o poder legalmente constituído, um pária da sociedade, inimigo do Brasil.
 
Após a anistia, lutei, ao lado de tantos, pela conquista da democracia. Dediquei a minha vida ao PT e ao Brasil.
 
Na madrugada de dezembro de 2005, a Câmara dos Deputados cassou o mandato que o povo de São Paulo generosamente me concedeu.

 A partir de então, em ação orquestrada e dirigida pelos que se opõem ao PT e seu governo, fui transformado em inimigo público numero 1 e, há sete anos, me acusam diariamente pela mídia, de corrupto e chefe de quadrilha.

Fui prejulgado e linchado. Não tive, em meu benefício, a presunção de inocência.

Hoje, a Suprema Corte do meu país, sob forte pressão da imprensa, me condena como corruptor, contrário ao que dizem os autos, que clamam por justiça e registram, para sempre, a ausência de provas e a minha inocência. O Estado de Direito Democrático e os princípios constitucionais não aceitam um juízo político e de exceção.

Lutei pela democracia e fiz dela minha razão de viver. Vou acatar a decisão, mas não me calarei. Continuarei a lutar até provar minha inocência. Não abandonarei a luta. Não me deixarei abater.

Minha sede de justiça, que não se confunde com o ódio, a vingança, a covardia moral e a hipocrisia que meus inimigos lançaram contra mim nestes últimos anos, será minha razão de viver.

 
Vinhedo, 09 de outubro de 2012
JOSÉ DIRCEU
* P.I.G.: nomenclatura criada pelo jornalista Paulo Henrique Amorim para designar a grande mídia brasileira. Partido da Imprensa Golpista. 

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

O CLIENTE SEMPRE TEM RAZÃO















A grande imprensa, também as rádios e TVs encontraram no “mensalão” oportunidade ímpar de exercer  duas de suas maiores predileções: a tendência de apresentar sua opinião como fato e a aposta na desqualificação da Política e dos políticos como tática para naturalizar o critério mercantil na avaliação dos assuntos de interesse público. Ambas as opções se entrelaçam. Transformando quadros partidários – como  José Dirceu – em inimigos nacionais, escoram-se mais na repetição sistemática de ilações do que na análise crítica da trajetória que trouxe uma série de figuras da luta armada ao topo de órgãos do Estado brasileiro. Diante das sequências que fizeram do PT mais um a compor com os arranjos da plutocracia local, a imprensa escolhe os bandidos e os mocinhos que mais lhe convém. 
Ela preserva os grandes financistas, santificando-os com a aura da técnica e da competência  e, raivosa, remove alguns espinhos entalados em sua garganta, pelo menos desde os anos 60. Ofusca com pletora de denúncias a identificação do que é crime e do que é acordo, impedindo a percepção  de que este, às vezes, é muito mais condenável do que aquele. Destaca o descartável ocultando o essencial e assim, feita a confusão, insinua que o mundo da Política deveria ser reorganizado pela lógica do consumidor. O consumidor se julga bem informado e grande vítima do “SISTEMA”. Afinal, pilantragens federais seriam sustentadas com "escorchantes impostos" sobre sua renda. Identificados o bem e o mal, ele assiste redimido ao desfile de heróis e vilões.  O cliente tem sempre razão.