sexta-feira, 1 de junho de 2012

INDIFERENÇA COMO REQUINTE DE PERVERSIDADE e BOÊMIO FRACASSADO


foto: www.overmundo.com.br
Impressionante o silêncio geral diante das crescentes manifestações fascistas nas sociedades. O reconhecimento do neonazismo na arena eleitoral legitima o crime como plataforma política e naturaliza a violência aberta dos que se consideram superiores. Quando os grandes grupos da mídia citam "radicais" de esquerda como a outra face da moeda extremista, colocam setores diversos em vala comum. Partindo do princípio de que esses pólos seriam apenas sectários, jornalões, rádios e TVs  eximem-se de posicionamento nítido contra o racismo e o exclusivismo étnico-social, defendidos pela extrema direita. Confundindo indiferença com busca pela isenção, a mídia expõe sua  perversa concepção de igualdade.  A eliminação do outro é minimizada, quando não espetacularizada como conflito entre “radicais”.

A propósito, vejam reportagem da BBC sobre o neonazismo no futebol europeu. Essa matéria é exceção à prevalecente indiferença como requinte de perversidade.

BOÊMIO FRACASSADO

Quero morrer cantando
Não quero ver ninguém chorar
Sou um boêmio fracassado
Canto para me desabafar
Fiz essa melodia
Para que todos se lembrem de mim
Vou fingindo-me contente
Sempre sorridente até chegar meu fim

Adeus orgia, adeus madrugada
Adeus companheiros de noitada
Oro à prateada
Leva o derradeiro beijo à minha amada

(autor: Hélio Cabral. Canta: Tantinho)

Um comentário:

bete disse...

EStou pasma com tanta violência, preconceito, como deixam esse tipo de movimento crescer nos dias de hoje, o que é isso?. A Alemanha não poderia mais cediar jogos e a FIFA o que faz????
AONDE ISSO VAI PARAR????

BETE PITA