sexta-feira, 29 de junho de 2012

ENFIM: SEM JUROS, COM SOSSEGO!!!

João Sicsu, economista da UFRJ, foge à retórica daqueles que normalmente são chamados a palpitar sobre juros, inflação, crise européia etc. Em entrevista concedida à TV Senado, o professor relaciona algumas “verdades”  econômicas aos interesses materiais de quem as propaga.  Embora essa conexão possa parecer trivial, a aura científica, o ar grave e arrogante dos especialistas de sempre impõem à opinião pública uma razão técnica que muitas vezes contraria a lógica e até os valores mais elementares. Ou você, caro leitor, nunca viu jornalistas e altos “colaboradores” de bancos privados, fazendo cara de nojinho quando postos diante de uma redução "não esperada pelo mercado" das taxas de juros??? João  aborda também a importância da existência de bancos públicos na atual estratégia governamental de propagar a queda da SELIC para o consumidor final. Ao contrário de seus colegas, normalmente escudados em termos estrangeiros e jargões incompreensíveis, o professor se utiliza até do futebol em suas explicações. Cita o admirável João Saldanha, figura lendária do futebol brasileiro e que hoje faz muita falta em um mundo povoado por Luxas, Tites, Scolaris, Muricys. Clique nos “links” abaixo e assista a entrevista dividida em três partes, pela ordem:


Quebrando pra esta sexta, estendo meu maior desejo aos amigos, camaradas e, por que não, aos colegas de trabalho:

sexta-feira, 22 de junho de 2012

TEMPOS OUTROS

O vídeo expõe um momento em que a articulação entre os artistas e a grande indústria da mídia era mais permeável às questões políticas e sociais. O arrefecimento da tensão  entre  esta e aqueles, notável nos dias atuais, parece ter acompanhado a emergência da segmentação do mercado musical - do brega ao 'cult', do samba ao rock, foram se estabelecendo núcleos 'auto-sustentáveis' econômica e idealmente. Há, porém, os que não  se integraram nem se  entregaram aos parâmetros mercantis, valorizando práticas e idéias típicas das relações comunitárias.  Para estes, a questão que se coloca é se sua estética relaciona-se às comunidades em que estão ou procuram se inserir. De qualquer forma, se por um lado, o "mainstream" - hoje dividido em vários segmentos - já não capta em sua estrutura de massificação as grandes questões coletivas; por outro, os que se encontram à margem tem a oportunidade de dizer junto com a rapaziada o que antes se imaginava à distância e era ditado por outro e por cima, ainda que com as melhores intenções.
Pra ficar só na música, recomendo o Chico a partir dos 04 minutos de vídeo, quando canta bem Gota d´água. Depois vem o Comportamento Geral de Gonzaguinha e, em seguida, a bela Ivone Lara, com auxílio luxuoso do Paulinho e da Rosinha de Valença. 

sexta-feira, 15 de junho de 2012

REZA PARA OS PRÓPRIOS PASSOS - EM VOZ ALTA!!!



















Com lembrança e saudade do amigo Elizeu Barbosa - referência.

sexta-feira, 1 de junho de 2012

INDIFERENÇA COMO REQUINTE DE PERVERSIDADE e BOÊMIO FRACASSADO


foto: www.overmundo.com.br
Impressionante o silêncio geral diante das crescentes manifestações fascistas nas sociedades. O reconhecimento do neonazismo na arena eleitoral legitima o crime como plataforma política e naturaliza a violência aberta dos que se consideram superiores. Quando os grandes grupos da mídia citam "radicais" de esquerda como a outra face da moeda extremista, colocam setores diversos em vala comum. Partindo do princípio de que esses pólos seriam apenas sectários, jornalões, rádios e TVs  eximem-se de posicionamento nítido contra o racismo e o exclusivismo étnico-social, defendidos pela extrema direita. Confundindo indiferença com busca pela isenção, a mídia expõe sua  perversa concepção de igualdade.  A eliminação do outro é minimizada, quando não espetacularizada como conflito entre “radicais”.

A propósito, vejam reportagem da BBC sobre o neonazismo no futebol europeu. Essa matéria é exceção à prevalecente indiferença como requinte de perversidade.

BOÊMIO FRACASSADO

Quero morrer cantando
Não quero ver ninguém chorar
Sou um boêmio fracassado
Canto para me desabafar
Fiz essa melodia
Para que todos se lembrem de mim
Vou fingindo-me contente
Sempre sorridente até chegar meu fim

Adeus orgia, adeus madrugada
Adeus companheiros de noitada
Oro à prateada
Leva o derradeiro beijo à minha amada

(autor: Hélio Cabral. Canta: Tantinho)