sexta-feira, 18 de maio de 2012

AMANHECER; com Sônia ou Cartola?

















Em manhã recente, a jornalista Sônia Racy, do Grupo Estado, sugeriu na  rádio Estadão-ESPN  que a ‘independência’ do Banco Central é característica de países democráticos e desenvolvidos. Ao associar a autonomia da instituição à primazia da ‘técnica’, a colunista reprovou a interferência ‘política’ de Dilma Rousseff  e do ministro Mantega nas decisões sobre a moeda. Citando China e Cuba como referências de países que não teriam Banco Central ‘independente’, Sônia insinuou a presença de elementos não democráticos no Brasil atual.
Restritas as concepções de ‘técnica’ e ‘política’ da comentarista, visto que, para ela, não só uma exclui a outra, como a primeira parece deter a verdade e a segunda portar o engano. E ‘sui generis’ seu indicador de democracia, pois em nenhum país do mundo presidente algum de Banco Central – independente (?!?!) ou não – é submetido ao sufrágio universal, procedimento essencial a qualquer democracia.
E cá entre nós do busão e da geral: é muito melhor algum eleito dando pitaco na tal SELIC do que um Meirelles ou um Langoni, sozinhos com seus pares e sua técnica, mexendo no que sobra do dinheiro mordido pelos juros pagos aos bancos privados dos quais eles são sócios.
Sugiro, pois, amanhecermos todos com CARTOLA.

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