sexta-feira, 23 de março de 2012

TRASTE



TALISMÃ
Ontem à noite, bocejando na frente da TV,  chamou-me atenção a referência da GloboNews à quadrilha de mulheres assaltantes de condomínio aqui em São Paulo. Lá pelas tantas, deparo-me com a seguinte expressão da reportagem referindo-se às loiras ventanistas: a quadrilha seria formada por pessoas de "boa aparência”....No dia seguinte à evocação da luta contra o racismo, a manifestação explícita de um chavão do preconceito mostra que a sociedade brasileira está muito distante de extirpar esse mal.

Mais adiante – rodopiando os canais já com minha baba elástica se esparramando pelos cambitos e aproximando-se do chão – paro na prisão de crápulas que planejavam ações violentas contra nordestinos, negros, mulheres e homossexuais. Num dos textos do bando, apreendidos pela polícia, há também menção explícita a “esquerdistas” como alvo das práticas dos criminosos detidos em Brasília. Curioso notar que as reportagens, nos diversos canais, não disseram o termo “esquerdistas”. Preocupante também o tom das eventuais análises de comentaristas, referindo-se aos bandidos como “malucos”. O desejo de extermínio do outro está no discurso de muitas pessoas e não é nada raro. Tratá-lo como estranho, alheio, exceção, ou “coisa de louco”  dissimula a possibilidade real do estabelecimento do horror como norma, sustentada pelo silêncio e pela avassaladora adesão dos rasos.
fasdfasfdafdafa
Por falar das faltas da mídia tradicional, acabo de conhecer – por aí e pelo já mais do que recomendado PARTIDO ALTO, do Cuca, vulgo Douglas Germano – o que ela, aliada ao meu próprio desvio de caráter, sonegara-me até o momento. Não sejamos rancorosos e ofereçamos à mídia tradicional Emmet Ray e o alusivo:
dfasdadfasdfadfa
TRASTE, de Talismã.
“Se Deus deixasse eu voltar atrás
E eu pudesse escolher como seguir
Certamente minha opinião
Preferiria a solidão a lhe aderir
 
É um peso morto pendurado em mim
Traste que não posso me desvencilhar
É uma aranha e eu caí em sua teia
Minha alma anseia por se libertar
 
Veneno é o que corre em suas veias
Só ódio semeia em seu modo de falar
Eu lhe dei afeto, dei-lhe um teto, eu lhe apanhei na rua
Mas agora preciso tirar minha vida da sua"

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