sexta-feira, 9 de março de 2012

ESPARSAS

E a patifaria no sambódromo? Pois é! Mas a torcida escola de samba envolvida na bagaça, aquela mesma torcida que é a detentora do “MONOPÓLIO do SOFRIMENTO” continua com livre acesso a detonar o que, quem, quando e como quiser. Acolhida pela mídia e sob vista grossa do poder público, nunca essa notável agremiação foi ou será molestada, como outras do gênero, pelos capês da vida paulistucana! Afinal, quem se defrontaria com a ‘mística’, com a ‘raça’, com a ‘aura’, com a ‘predestinação’, com a inevitável e previamente anunciada redenção final, na base do sufoco?
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A turmaiada das firmas do sul-sudeste, especialmente aqui em São Paulo, continua malhando o maior presidente da história do Brasil. Mesmo após o exercício de dois mandatos com ampla aprovação popular e reconhecimento internacional, dizem os letrados que Lula é “analfabeto”, “corrupto”, “cachaceiro”, “vagabundo”..... Pintam o ex-presidente como o puto que equipariu o quadrado do caralho à soma dos quadrados dos cacetes, com requintes de grosseria e preguiça. Eles, os tais letrados, cujas máximas de pensamento são extraídas dos livros de auto-ajuda, ops, de ‘gestão’ – aqueles mesmos ‘books’ que indagam sobre roubo de parmesão ou sobre a trinca pai pobre-tio fudido-mãe lesada –; como eu ia dizendo, os tais letrados permanecem maioria esmagadora no mundo corporativo, enchendo de graça, perspicácia e sofisticação o meu, o seu, o nosso cotidiano.
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Os “analistas” de economia, por sua vez, continuam fazendo jus ao nome de sua profissão, pedindo prudência ao consumo dos outros – refresco – e aumento dos juros para quem toma crédito ou no centro do orifício.
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Mas uma.... “Mas uma”, não! Mais uma dose! Mas eu........
Mas eu fui num forró no pé duma serra
Nunca nessa terra vi uma coisa igual
Mas eu fui num forró no pé duma serra
Cume quente, baiano sensacional

"Rabeca véia do pinho de arvoredo
Espalhava baiano no salão
O pandeiro tremia e maquinada
Eu via a poeira subir do chão

"Hoje eu faço forró em pé-de-calçada
No meio da zuada, pela contramão
Eu fui lá na mata e voltei pra cidade
De caboclo eu sei minha situação
afasda
"Rabeca veia não me abandona
Zabumba treme-terra, come o chão
Na hora em que o tempo desaparece
Transforma em pé-de-serra o calçadão

                PÉ-DE-CALÇADA (Autor de Melodia e Letra: SIBA)



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