quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

A quem interessa a intervenção policial na "Cracolândia"

Tratar a questão social como caso de polícia e encarar a "dor e sofrimento"  como estratégia  adequada de intervenção são abordagens que ocultam, pela inversão, os reais objetivos por trás da ação estatal na "cracolândia". Escondem o abondono e a marginalização a que são submetidos os pobres do Centro de São Paulo, quando atribuem sua situação ao tráfico e ao consumo de drogas.   O efeito é tomado como causa e não se enxerga o que ocorre como padrão: procura-se o 'crack' porque se é pobre e desprovido de laços, não o contrário. Retira-se do foco a especulação imobiliária, os interesse$ de médico$ e clínica$ privada$ que, no final das contas, dão gás à violência e à confusão do entendimento geral. 
Por isso indicamos AQUI a excelente reportagem de Maria Inês Nassif, publicada hoje no CARTAMAIOR. Ela mostra que assumir a exceção como regra é recurso de quem ignora o problema ou dos que têm interesse no erro de avaliação.

3 comentários:

Gabriel disse...

Fala palmeirense!

Belo blog.
Tomamos umas cervejas antes da vitória no sábado ali na padoca, nos encontramos na Turiassu e adjacencias.
Ah e onde eu encontro aquele samba que vc comentou e eu não lembro o nome??

Abrás

Everaldo Efe Silva disse...

Brigadão, Gabriel! Demos sorte pro Palestra!

Seguinte: o nome do antológico samba é SEU FERREIRA E O PARMERA, de Douglas Germano (guarde este nome).
Você pode encontrá-lo neste endereço:

http://douglas-germano.blogspot.com/2011/04/ori.html

abraço

Douglas Germano disse...

Zéphir, este tipo de comportamento está enraizado. Já parte, inclusive, de membros da própria família do doente/dependente. Já ouvi todo tipo de barbaridade em favor da exceção. Invariavelmente são proferidos pelos reais responsáveis pela situação...

Valeu pela indicação!. Vou levar o Gui, pela primeira vez, agora no paulista. Toda vez que toco no assunto ele pergunta: Mas o Zéphir vai, né pai?.
Vou escolher um jogo bacana e te aviso.
Abraço,