quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

PAGODEIRO, MALOQUEIRO E PALMEIRENSE! QUAL O PROBLEMA!?

















O astro do assim chamado “pagode”, Thiaguinho, xingou o Palmeiras e os palmeirenses no começo desta semana. O episódio aconteceu na comemoração do título mundial do Corinthians. Entusiasmado com a conquista, o cantor não se conteve e, em carro aberto pela cidade, em vez de exaltar o seu clube, passou a ofender o rival alviverde. Falta de noção completa. Atitude, sob todos os aspectos, deplorável. Como palmeirense, eu teria motivos para revidar ou para ignorar as ofensas, mas abordarei outro aspecto. 
Uma parcela da torcida alviverde – articulada na rede de computadores – utiliza-se desse tipo de infelicidade para associar à oposição Corinthians x Palmeiras um antagonismo que existiria entre o Samba e o Rock. O Corinthians estaria para o Samba, assim como o Palmeiras, para o Rock. Se a rivalidade entre a gambazada e a porcada dispensa qualquer explicação, a associação dos times às manifestações culturais e gêneros musicais não é fácil de justificar. Parte dos palmeirenses com veia roqueira aproveita-se de episódios como esse para se declarar ímpar, portadora de cultura superior, de educação formal acima da média, de valores e modos de vida compatíveis com o que julgam sinal de desenvolvimento. 
Desprezando o Brasil, associam às escorregadas como à de Thiaguinho uma série de características étnico-sociais das camadas populares e passam a operar no limite do preconceito. Ressentem-se da grande quantidade de nordestinos que são palmeirenses; dos milhões de negros alviverdes; da GRES Mancha Verde etc. Ainda bem que esses roqueiros obtusos estão em menor número do que imaginam e, por onde ando, encontro mais gente que compartilha orgulhosamente de nossa matriz tipicamente brasileira.
Recorrer ao estereótipo do Brasil como país do samba e do futebol é um risco; mas peço aos palestrinos fãs das guitarras que, ao rejeitar patacoadas, façam as devidas ressalvas para não protagonizarem outras escrotidões. De minha parte, curto muitos rocks e blues. Mas, se tiver que escolher, fico com o samba. Sou baianão, sou do pagode sem aspas, sou maloqueiro. E palmeirense! Quem não gostou, que fique longe de mim ou “volte para o seu lar”. 

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

SENTINELA



Morte, vela, sentinela sou
Do corpo desse meu irmão que já se vai
Revejo nessa hora tudo o que ocorreu
Memória não morrerá
Vulto negro em meu rumo vem
Mostrar a sua dor plantada nesse chão
Seu rosto brilha em reza, brilha em faca e flor
Histórias vem me contar
Longe, longe, ouço essa voz
Que o tempo não vai levar
Precisa gritar sua força ê irmão
Sobreviver, a morte inda não vai chegar

Se a gente na hora de unir os caminhos num só
Não fugir nem se desviar
Precisa amar sua amiga ê irmão
E relembrar que o mundo só vai se curvar
Quando o amor que em seu corpo já nasceu
Liberdade buscar na mulher que você encontrar
Morte, vela, sentinela sou
Do corpo desse meu irmão que já se foi
Revejo nessa hora tudo que aprendi
Memória não morrerá
Longe, longe, ouço essa voz
Que o tempo não vai levar


SENTINELA, de Milton Nascimento e Fernando Brant

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

DE Douglas Germano para a Nenê de Vila Matilde À Economia e Matemática



Em meio à “corrida do ouro, progresso, sucesso” e aos “papeis importantes” que “confundem a mente”, resta-me um dos mais belos sambas em homenagem à Nenê de Vila Matilde. Além das biritas, que me entorpecem, sambas como DEIXEI MEU CORAÇÃO NA VILA, mantêm-me vivo, se não como dantes, ao menos digno. É clicar e ouvir.  
A utilização da Matemática em Economia responde à tentativa de se formalizar modelos descritivos da realidade. A simplificação das premissas, necessária à construção das hipóteses, concorre com a múltipla determinação das variáveis estudadas. Por isso, a elegância do modelo pode colidir com seu potencial explicativo. Um modelo matemático que tenha como objeto o comportamento dos preços em um determinado mercado pode ter tantas ressalvas que talvez explique pouco. Não bastasse essa dificuldade, alguns grupos muito específicos se utilizam da Matemática para encobrir $eu$ intere$$e$. Construindo uma aura que relega a Economia aos “muito entendidos”, os sabichões determinam “cientificamente” as taxas esperadas pelo “Mercado”. Acontece que os sabichões são o “Mercado”. O economista José Carlos de Assis e o físico Francisco Antonio Doria falam de forma esclarecedora sobre essa questão na entrevista concedida a Luis Nassif, a seguir:

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

ZUMBI, COMANDANTE GUERREIRO! OGUNHÊ, FERREIRO-MOR CAPITÃO! DA CAPITANIA DA MINHA CABEÇA! MANDAI A ALFORRIA PRO MEU CORAÇÃO!!!!!


Zumbi (A felicidade guerreira)
Ilustração de OGUM extraída do http://candombleeseusmisterios.blogspot.com.br

Gilberto Gil
Waly Salomão

Zumbi, comandante guerreiro
Ogunhê, ferreiro-mor capitão
Da capitania da minha cabeça
Mandai a alforria pro meu coração

Minha espada espalha o sol da guerra
Rompe mato, varre céus e terra
A felicidade do negro é uma felicidade guerreira
Do maracatu, do maculelê e do moleque bamba 

Minha espada espalha o sol da guerra
Meu quilombo incandescendo a serra
Tal e qual o leque, o sapateado do mestre-escola de samba
Tombo-de-ladeira, rabo-de-arraia, fogo-de-liamba

www.cidadedosaber.org.br
Em cada estalo, em todo estopim, no pó do motim
Em cada intervalo da guerra sem fim
Eu canto, eu canto, eu canto, eu canto, eu canto, eu canto assim:

A felicidade do negro é uma felicidade guerreira!
A felicidade do negro é uma felicidade guerreira!
A felicidade do negro é uma felicidade guerreira! 

Brasil, meu Brasil brasileiro
Meu grande terreiro, meu berço e nação
Zumbi protetor, guardião padroeiro
Mandai a alforria pro meu coração

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

ELES SÃO BOM PÁ CARAI!

fotos extraídas do blog: SOCIALISTA MORENA

As posturas e os discursos de figuras como Marcelo Tas, Lobão, Roger, Danilo Gentili, os CQCs e suas variantes contemplam um determinado tipo que se vê cosmopolita, esperto, inteligente, competente e “ético”. Com um engajamento que não vai além das platitudes resumidas nas campanhas “Brasil, o país dos impostos” ou “A corrupção te incomoda??”, suas performances midiáticas simbolizam o “up to date” das classes médias, sobretudo a paulistana. Vivem invocando a liberdade de expressão para destilar ofensas e preconceitos aos grupos e indivíduos dos quais não gostam. A jornalista Cynara Menezes, a propósito, escreveu excelente texto sobre dois emblemas dessa tigrada. Mandou no ângulo. Sem chance. Com graça e alegria.  
Leiam o texto da Cynara a seguir,  ou direto da excelente fonte: SOCIALISTA MORENA

"A VOLTA DO FILHO (DE PAPAI) PRÓDIGO OU A PARÁBOLA DO ROQUEIRO BURGUÊS

Nem todo direitista é derrotista, mas todo derrotista é direitista. Reparem no capricho do léxico: as duas palavras são quase idênticas. Ambas têm dez letras, soam similares e até rimam. Se você tem dúvida se alguém é de direita observe essas características. Começou a falar mal do Brasil e dos brasileiros, a demonstrar desprezo por tudo daqui, a comparar de forma depreciativa com outros países, é batata. Derrotista/direitista detectado.
Temos hoje no Brasil duas personalidades célebres pelo derrotismo explícito e pelo direitismo não assumido: os roqueiros Lobão e Roger Moreira, do Ultraje a Rigor. Eu ia citar também Leo Jaime, outro direitoso do rock nacional, mas não posso classificá-lo como um derrotista típico –fora isso, no entanto, cabe perfeitamente no figurino que descreverei aqui. Os três são cinquentões: Lobão tem 55, Roger, 56 e Leo, 52.
Da geração dos 80, Lobão sempre foi meu favorito. Eu simplesmente amo suas canções. Para mim, Rádio Blá, Vida Bandida, Vida Louca Vida e Decadence Avec Elegance são clássicos. Além de Corações Psicodélicos, em parceria com Bernardo Vilhena e Julio Barroso, ai, ai… Adoro. E não é porque Lobão se transformou em um reacionário que vou deixar de gostar. Sim, Lobão virou um reaça no último. Alguém que voltasse agora de uma viagem longa ao exterior ia ficar de queixo caído: aquele personagem alucinado, torto, jeitão de poeta romântico, que ficou preso um ano por porte de drogas, se identifica hoje com a direita brasileira mais podre.
Não me importa que Lobão critique o PT ou qualquer outro partido. O que me entristece é ele ter se unido ao conservadorismo hidrófobo para perpetrar barbaridades como a frase, dita ano passado, em tom de pilhéria: “Há um excesso de vitimização na cultura brasileira. Essa tendência esquerdista vem da época da ditadura. Hoje, dão indenização a quem seqüestrou embaixadores e crucificam os torturadores, que arrancaram umas unhazinhas”. No twitter (@lobaoeletrico), se diverte esculhambando o país e os brasileiros, sempre nos colocando para baixo. “Antigamente éramos um país pobre e medíocre… terrível. Hoje em dia somos um país rico e medíocre… pior ainda”, escreveu dia desses.
Os anos não foram mais generosos com Roger Moreira, do Ultraje. O cara que cantava músicas divertidíssimas como Nós Vamos Invadir Sua Praia, Marylou ouInútil virou um coroa amargo que deplora o Brasil e vive reclamando de absolutamente tudo com a desculpa de ser “contra os corruptos”. É um daqueles manés que vivem com a frase “imagine na Copa” na ponta da língua para criticar o transporte público, por exemplo, sem nem saber o que é pegar um ônibus. Os brasileiros, segundo Roger, são um “povo cego, ignorante, impotente e bunda-mole”. Sofre de um complexo de vira-lata que beira o patológico. Ao ver a apresentação bacana dirigida por Daniela Thomas ao final das Olimpíadas de Londres, tuitou, vaticinando o desastre no Rio em 2014: “Começou o vexame”. Não à toa, sua biografia na rede social (@roxmo) é em inglês.
Muita gente se pergunta como é que isso aconteceu. O que faz um roqueiro virar reaça? No caso de ambos, a resposta é simples. Tanto Roger quanto Lobão são parte de um fenômeno muito comum: o sujeito burguês que, na juventude, se transforma em rebelde para contrariar a família. Mais tarde, com os primeiros cabelos brancos, começa a brotar também a vontade irresistível, inconsciente ou não, de voltar às origens. Aos poucos, o ex-revoltadex vai se metamorfoseando naqueles que criticava quando jovem artista. “Você culpa seus pais por tudo, isso é um absurdo. São crianças como você, é o que você vai ser quando você crescer” –Renato Russo, outro roqueiro dos 80′s, já sabia.
O carioca Lobão, nascido João Luiz Woerdenbag Filho, descendente de holandeses e filhinho mimado da mamãe, estudou a vida toda em colégio de playboy, ele mesmo conta em sua biografia. O paulistano Roger estudou no Liceu Pasteur, na Universidade Mackenzie e nos EUA. Nada mais natural que, à medida que a ira juvenil foi arrefecendo –infelizmente junto com o vigor criativo– o lado burguês, muito mais genuíno, fosse se impondo. Até mesmo por uma estratégia de sobrevivência: se não estivessem causando polêmica com seu direitismo, será que ainda falaríamos de Roger e Lobão? Eu nunca mais ouvi nem sequer uma música nova vinda deles. O Ultraje, inclusive, se rendeu aos imbecis politicamente incorretos e virou a “banda do Jô” do programa de Danilo Gentili.
Enfim, incrível seria se Mano Brown ou Emicida, nascidos na periferia de São Paulo, se tornassem, aos 50, uns reaças de marca maior. Pago para ver. Mas Lobão e Roger? Normal. O bom filho de papai à casa torna. A família deles, agora, deve estar orgulhosíssima."

Publicado em 1 de novembro de 2012

"...PELA MANIA DA COMPREENSÃO..."


As possibilidades de radicalização democrática num contexto em que se materializa o caráter excludente dos diagnósticos e soluções apresentadas pela eterna ladainha gerencial da Direita. Como, enfrentando o medo estimulado pela retórica financeira da austeridade, vislumbrar alternativas de mudanças mais amplas para as maiorias, que estejam além das políticas públicas compensatórias e da mera disputa convencional entre partidos e seus “caciques” nas eleições. Esses são os aspectos mais relevantes abordados pelo professor Vladimir Safatle, uma das vozes progressistas da Universidade, que pensa e discute sobre o Brasil. Veja – sobretudo ouça – a excelente conferência do professor, acessando-a pelo endereço abaixo:

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

QUESTÃO DE CLASSE

Concessionárias de Radiodifusão não podem vender fatias de programação para outras entidades. No entanto, muitas dessas empresas se  apropriam desse serviço público e comercializam espaços de sua grade. Alguém já assistiu às  cerimônias religiosas em horário nobre, tarde da noite ou cedo da manhã? Pois bem, são casos exemplares: as concessionárias desobedecem à norma e se beneficiam economicamente de um bem coletivo. Tal delito conta com provas materiais e testemunhas mais numerosas e contundentes do que outros já examinados pelo Judiciário. Grande imprensa e concessionárias não só se calam diante do fato, mas enquadram qualquer contestação às suas práticas como tentativa de censura. Imaginem só o grau da afetação perante as seguintes palavras do mestre Celso Antônio Bandeira de Mello, que entendo se aplicarem a este e a outros tantos casos correlatos?

“Ao nível da Administração,  os interesses públicos são inalienáveis e, por isso mesmo, não podem ser transferidos aos particulares. Aplicações deste princípio são inúmeras e encontram-se bem tipificadas, por exemplo, na inalienabilidade e impenhorabilidade dos bens públicos.
“É em razão do mesmo cânone que se pode afirmar inexistir na concessão de serviço público transferência de direitos relativos à atividade pública para o concessionário. O interesse público que aquele serviço representa não pode ficar retido em mãos de particulares. É inviável a transferência dele do campo estatal para o privado. Transfere, simplesmente, o exercício da atividade, e não os direitos concernentes à própria atividade. Pode, por isso mesmo, ser avocada a qualquer instante pelo Poder Público, como podem também ser modificadas as condições de sua prestação, por ato unilateral da Administração, sempre que seja de interesse público (...)”. 
páginas 87 e 88 da 29ª edição - Bandeira de Mello, Celso Antônio. CURSO DE DIREITO ADMINISTRATIVO. Malheiros Editores Ltda. São Paulo, SP. 2011.

Sobre o assunto, vale a pena ouvir a recente entrevista concedida pelo jornalista Franklin Martins:

E desconfiem de quem vive se opondo à qualquer discussão sobre um novo marco regulatório para a radiodifusão. São os mesmos  que confundem exercício de concessão com manipulação para tentar impor, além de sua preferência eleitoral, as ideias que lhes beneficiam privadamente, em detrimento da maioria. São os mesmos que,  por ignorância e questão de classe, desconhecem e desprezam este tipo de olhar aqui, ó:

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

“BOM DIA! BOM DIA! BOM DIA! HOJE EU ESTOU TÃO FELIZ.....com Dárrrrcio Campuuiiiizzzz”

Para quem acha que os políticos são todos corruptos, que José Dirceu é a verdadeira encarnação do capeta, que o bolsa-família tira de quem trabalha para “sustentar vagabundos”; que a agenda do julgamento do “mensalão” nada tem a ver com disputa eleitoral; que a insistente associação e pronúncia do nome PT junto com o termo “formação de quadrilha” apenas reflete fatos revelados por jornalismo isento; que a exploração é perfeitamente exposta no mantra “Brasil, o país dos impostos”; para os paulistanos honrados e bem informados, que carregam o Brasil nas costas e são os verdadeiros trabalhadores, vai o meu:
  
Em toda a história do campeonato do Brasileiro, se o Palmeiras ganhou duas vezes do Internacional NO Rio Grande do Sul, já é muito. De modo que, amanhã, a derrota é certa. Pode ser que ela seja trágica, porque o elenco do Internacional é muito melhor do que o catado montado pelo arrogante, teimoso, retranqueiro e admirador de perna de pau Luis Felipe Scolari (avalizado por B1 e B2). Apesar deu desejar o oposto absoluto, o Internacional x Palmeiras de logo mais está com cheiro da reedição menos inspirada deste jogo aqui, ó:
sfafa
Como hoje é sexta-feira e não me sai da cabeça o Oi-IÔ-IÔ do TUFÃO – ou será este meu enorme, histórico e reluzente chifre??? –; seguem meu som e musa da semana, pra gente sacudir daquele jeito.      

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

SIP, por uma liberdade muito particular


Doze famílias brasileiras – afinadas todas ideologicamente a um “liberalismo” que apoiou o Golpe Civil-Militar de 1º de abril de 1964 – veem ameaça à liberdade qualquer questionamento ao seu efetivo controle sobre a maioria dos jornais, rádios, revistas e TVs do país. Essas famílias não se contentam com seu poder de difusão e assumem estratégia comunicativa pouco coincidente com os fatos. A presidenta Kirchner, por colocar em discussão o marco regulatório da Comunicação de seu país, está sendo demonizada por essas abastadas famílias brasileiras e por suas pares “galegas”. Kirchner ousou “peitar” a “Rede Globo argentina” e pôs fim a alguns privilégios. Como? Por exemplo, fazendo a TV Estatal comprar o campeonato nacional de futebol e o colocar à disposição da emissora que venha a se interessar em veicular os jogos. Ou seja, no país de los hermanos, jogo não é marcado em função de horariozinho de novelinha de uma emissora PRIVADA que manda e desmanda conforme os caprichos dos patrocinadores e das vontades de vovô, papai, titio, titia, sobrinha e filhinho. Para as 12 famílias brasileiras, TV pública comprar o campeonato nacional de futebol e ampliar a possibilidade de acesso a mais empresas e cidadãos é cerceamento do direito de expressão, é censura, é intervenção no conteúdo. Gozado não? Não seria o contrário? Além desse raciocínio tão singular, as 12 famílias brasileiras dão guarida, quorum e quadros para evento de entidade pra lá de questionável: a Sociedade Interamericana de Imprensa (VEJAM O VÍDEO acima). Sinal de que sustentam uma concepção muito particular de democracia e liberdade. E dá-lhe beicinho de âncora fazendo aquela expressão de “lamentável”.

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

O que, com razão, diz JOSÉ DIRCEU sobre sua condenação pelo STF e pelo PIG*

AO POVO BRASILEIRO   (por José Dirceu, em 09/10/2012)

No dia 12 de outubro de 1968, durante a realização do XXX Congresso da UNE, em Ibiúna, fui preso, juntamente com centenas de estudantes que representavam todos os estados brasileiros naquele evento. Tomamos, naquele momento, lideranças e delegados, a decisão firme, caso a oportunidade se nos apresentasse, de não fugir.
 
Em 1969 fui banido do país e tive a minha nacionalidade cassada, uma ignomínia do regime de exceção que se instalara cinco anos antes.
 
Voltei clandestinamente ao país, enfrentando o risco de ser assassinado, para lutar pela liberdade do povo brasileiro.

Por 10 anos fui considerado, pelos que usurparam o poder legalmente constituído, um pária da sociedade, inimigo do Brasil.
 
Após a anistia, lutei, ao lado de tantos, pela conquista da democracia. Dediquei a minha vida ao PT e ao Brasil.
 
Na madrugada de dezembro de 2005, a Câmara dos Deputados cassou o mandato que o povo de São Paulo generosamente me concedeu.

 A partir de então, em ação orquestrada e dirigida pelos que se opõem ao PT e seu governo, fui transformado em inimigo público numero 1 e, há sete anos, me acusam diariamente pela mídia, de corrupto e chefe de quadrilha.

Fui prejulgado e linchado. Não tive, em meu benefício, a presunção de inocência.

Hoje, a Suprema Corte do meu país, sob forte pressão da imprensa, me condena como corruptor, contrário ao que dizem os autos, que clamam por justiça e registram, para sempre, a ausência de provas e a minha inocência. O Estado de Direito Democrático e os princípios constitucionais não aceitam um juízo político e de exceção.

Lutei pela democracia e fiz dela minha razão de viver. Vou acatar a decisão, mas não me calarei. Continuarei a lutar até provar minha inocência. Não abandonarei a luta. Não me deixarei abater.

Minha sede de justiça, que não se confunde com o ódio, a vingança, a covardia moral e a hipocrisia que meus inimigos lançaram contra mim nestes últimos anos, será minha razão de viver.

 
Vinhedo, 09 de outubro de 2012
JOSÉ DIRCEU
* P.I.G.: nomenclatura criada pelo jornalista Paulo Henrique Amorim para designar a grande mídia brasileira. Partido da Imprensa Golpista. 

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

O CLIENTE SEMPRE TEM RAZÃO















A grande imprensa, também as rádios e TVs encontraram no “mensalão” oportunidade ímpar de exercer  duas de suas maiores predileções: a tendência de apresentar sua opinião como fato e a aposta na desqualificação da Política e dos políticos como tática para naturalizar o critério mercantil na avaliação dos assuntos de interesse público. Ambas as opções se entrelaçam. Transformando quadros partidários – como  José Dirceu – em inimigos nacionais, escoram-se mais na repetição sistemática de ilações do que na análise crítica da trajetória que trouxe uma série de figuras da luta armada ao topo de órgãos do Estado brasileiro. Diante das sequências que fizeram do PT mais um a compor com os arranjos da plutocracia local, a imprensa escolhe os bandidos e os mocinhos que mais lhe convém. 
Ela preserva os grandes financistas, santificando-os com a aura da técnica e da competência  e, raivosa, remove alguns espinhos entalados em sua garganta, pelo menos desde os anos 60. Ofusca com pletora de denúncias a identificação do que é crime e do que é acordo, impedindo a percepção  de que este, às vezes, é muito mais condenável do que aquele. Destaca o descartável ocultando o essencial e assim, feita a confusão, insinua que o mundo da Política deveria ser reorganizado pela lógica do consumidor. O consumidor se julga bem informado e grande vítima do “SISTEMA”. Afinal, pilantragens federais seriam sustentadas com "escorchantes impostos" sobre sua renda. Identificados o bem e o mal, ele assiste redimido ao desfile de heróis e vilões.  O cliente tem sempre razão.

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

CORDÃO DA MENTIRA - amanhã, a partir das 11:00, na Cidade.

 CORDÃO DA MENTIRA ESTÁ DE VOLTA! ou AS RUAS SÃO PARA LUTAR! (e quem não luta, dança). 


O Cordão sairá às ruas no dia 29 de setembro (sábado) com o tema "Quando vai acabar o Genocídio Popular?". A concentração é a partir das 11h, no Largo General Osório, onde terminamos o desfile passado.

O Cordão da Mentira é um bloco carnavalesco de intervenção estética que, de modo bem humorado e radical, versa e canta sobre temas cruciais para uma real transformação da sociedade brasileira. O nosso primeiro desfile teve como tema “Quando vai acabar a ditadura civil militar?” e juntou cerca de mil pessoas no 1o de abril, dia do golpe militar e dia da mentira.

O tema de nosso próximo desfile será "Quando irá acabar o genocídio popular?" O tema dispensa justificativas. Em meio à uma nova onda de chacinas na periferia paulistana, poucos meses após a barbárie de Pinheirinho, nos vemos instigados a responder estética e politicamente ao fascismo de Estado em que vivemos. Coincidentemente ou não, desfilaremos proximamente ao infeliz aniversário dos 20 anos do massacre do Carandiru.

Cantaremos nas ruas aos despejados, aos humilhados, aos encarcerados, aos massacrados, aos chacinados. Aos jovens que não tiveram chance, aos que, para a "sociedade" paulistana, valem menos do que a bala que os mata.
O Cordão vai tomar as ruas de novo! Venham fantasiados! Com o som de nosso batuquejê cantaremos à tranformação! AS RUAS SÃO PARA LUTAR! (e quem não luta, dança).
 


A seguir, ouçam algumas músicas do desfile de amanhã:

Maiores informações - do trajeto, inclusive - são encontradas no próprio endereço do CORDÃO.
https://cordaodamentira.milharal.org/



Venham com a gente!!! Até mais.

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Marcelo e Márcio; Baden e Caio


A grande imprensa festeja a substituição de Márcio Pochmann (UNICAMP) por Marcelo Neri (FGV-RJ) na direção do IPEA  (Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas), órgão governamental vinculado à Secretaria de Assuntos Estratégicos. Afirmando que foi substituído um “político” por um “técnico”, os jornalões escoram sua preferência numa  oposição artificial. Mais por negação da matriz Keynesiana e marxista do Instituto de Economia da UNICAMP, esposada por Márcio, do que por afirmação da ortodoxia da FGV-RJ, a imprensa ora  se refere a uma suposta ‘caça às bruxas' ideológica que teria sido promovida pelo ex-presidente do IPEA na organização, ora alardeia, como prova de que lá estaria um “político” e não um “técnico”, sua candidatura para a Prefeitura de Campinas. No meio desse baralho, com cartas menos marcadas do que a opção midiática,  focaliza-se a simpatia da presidente Dilma com o trabalho NOVA CLASSE MÉDIA,  no qual Marcelo Neri aponta a centralidade de políticas como o Bolsa-Família na melhora da distribuição de renda ocorrida nos últimos anos. Inegável, esta abordagem  deixa de lado a discussão sobre a distribuição funcional da renda; isto é, a parcela do produto nacional alocada às rendas, lucros e salários. Nessa perspectiva, o governo do PT nada avançou até o momento. Dentre outros aspectos,  esse assunto é tratado no recente, mas pouco falado, livro de Márcio Pochmann – NOVA CLASSE MÉDIA??? Silenciando sobre esse outro entendimento, preferindo expurgar a interrogação, a imprensa e o jornalismo econômico trilham o seu caminho.
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Mudando de papo, vejam aí em cima que o ensaio  teve tudo para sair melhor do que o 'show'. O clima na execução da bela TEMPO DE AMOR (Baden e Vinícius), interpretada por Márcia, com o divinamente endiabrado Baden Powell ao violão, é para deixar qualquer mau humor de lado. Vejam também que Alfredo Bessa, cuíca, tem tudo para ser irmão de sangue do nosso talentoso compositor Caio Prado. Ou será o Caio Prado de cuíca  em vez de cavaquinho, e não o Alfredo Bessa?????

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Blues de Terreiro, craque Sócrates, Rubem Fonseca e que a arbitragem e a mídia flagambambi sejam "aterrorizadas".

BLUES DE TERREIRO
Dando continuidade ao Projeto CUTURAL "VAI, QUIDÁ!", ouçam este excelente BLUES DE TERREIRO. Som na caixa préishtta brasa, merrrrrmão. Ramu lá, meu cumpadi!!!! Eiiiiiitta, Jdeimishshshs!!!!!!!

SÓCRATES
Tem uns caras aí que sabem de tudo e afirmam que a seleção brasileira de 1982 não era de nada. Esses sabichões dizem também que o craque Sócrates não jogava porra nenhuma. Gozado que nas acusações que fazem contra o doutor eu veja somente virtudes. Mas entre o conhecimento desses chatos e a minha ignorância, fico com esta. Sim, meus caros, sou Palestra fanático, mas não vejo problema algum em ter o craque Sócrates como um dos meus ídolos, assim como o Jorge Mendonça, o Marinho do Bangu e tantos outros. Vi esse povo jogar e não há babaquice que me impeça de admirar mais e mais o doutor e tais ou quais eu quiser. Vejam que beleza de programa com o brasileiro.

Sim, o grande palmeirense Chico Anísio também não gostava do Sócrates. Mas Chico Anísio pode. Além de palmeirense, é gênio da raça.

RUBEM FONSECA
Não dá entrevistas, não aparece, fica “na dele”. Para mim, o importante é que é autor de textos dos quais gosto muito. Considerado pelos entendidos um bom escritor, eis que, nesses tempos de ‘internet’, até o reservado José Rubem Fonseca acaba flagrado.


“ATERRORIZEM” A ARBITRAGEM E A MÍDIA FLAGAMBAMBI, RAPAZIADA!!!
Realmente, a desfaçatez da mídia e da arbitragem em relação ao Palmeiras é tão grande que até os não palmeirenses – os chatos, inclusive – estão percebendo a parada. O Palmeiras é o time que vem sendo mais prejudicado pela arbitragem há anos. Contra o Palmeiras não só acontecem os erros “normais” – inversão de faltas e critérios – , mas também os escândalos sem fim. Quem não se lembra daquele gol do Obina (2009), anulado pelo Simon? Quem saiu o culpado da história? Luiz Gonzaga de Mello Belluzzo, presidente do Palmeiras. Terminaram dizendo que os erros da arbitragem acontecem e são aleatórios; que a reclamação do Palmeiras é coisa de palmeirense. Para não irmos tão longe(?!?!?) assim, o que me dizem da anulação do gol de Barcos contra o Botafogo, na semana passada? Veja, na foto a seguir, que não há como o bandeira marcar impedimento, mas ele  assinalou.
foto vista no e extraída do www.verdazzo.com.br
Fora um ou outro que ficou envergonhado de negar os fatos, terminaram dizendo novamente que os erros da arbitragem acontecem e são aleatórios; que a reclamação do Palmeiras é coisa de palmeirense. Pois bem, na nossa mais recente vitória de 1 a 0 contra o Flamengo – um dos três queridinhos da grande mídia FLAGAMBAMBI – o “El Pirata” palestrino fez o gol em posição DUVIDOSA. Vejam, abaixo, que é praticamente impossível o auxiliar conseguir saber se Barcos está ou não à frente da linha fatal. O lance seguiu e o artilheiro guardou a pelota no barbante da urubuzada.
foto vista no e extraída do www.verdazzo.com.br

A Rede Globo, madame da grande mídia, fez o “tira-teima” e chegou à conclusão de que o gol teria sido “ilegal”. Mostrou infinitas vezes o “tira-teima”. Com este material, um dos veículos do funesto Grupo Midiático acabou publicando esta calhorda “””notícia”””” (foto).
foto vista no e extraída do http://forzapalestra.blogspot.com.br
Não vou dizer que, na dúvida, a interpretação da regra recomenda o prosseguimento da jogada. Também não vou dizer, como o fez de maneira sempre brilhante o www.verdazzo.com.br, que o Palmeiras estava jogando em sua “casa” e que a arbitragem deve respeitar o Palmeiras. Arbitragem e grande mídia devem, na verdade, temer o Palmeiras. Se nossos incompetentes dirigentes não são capazes de construir este sentimento, que a torcida faça a sua parte. Sem machucar pessoas, é claro, mas por que não fazer um “terrorzinho básico”? Amigos, um palavrão bem lascado vale muito mais do que uma porrada merecida!

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

“ROCK DE TERREIRO” e TREMORES NAS MÃOS


Escuto até hoje algumas coisas do AC DC. A "brasa" que está no “radinho” aí em cima, “pesada e bem pra trás”, é das que mais gosto: “Rock And Roll Ain't Noise Pollution”. Pelo estilo, BRINCO dizendo que este é um “rock de terreiro”.  E para não sair do “show business”, reproduzo a seguir a excelente mistura de Haroldo Barbosa e Janet de Almeida com "Essa moça tá diferente", que o próprio Chico Buarque fez para a televisão francesa em 1990. A execução ao vivo, próxima aos Arcos da Lapa, é pra lá de inspirada.  Escutar AC DC e Chico Buarque é obsessão adolescente que ainda perdura em mim, mas sou sincero:  necessito ir urgente ao psicanalista.......Ops, ao dentista.
.
Eu sei...Na idade em que estou.....
Pensando bem, talvez seja o caso de mais umas doses.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

REVELAÇÃO
























"Quando o sol nasce eu já vibro, e antes que o dia desponte,
num ponto de luz me equilibro sobre o cordão do horizonte,
subo na crina do vento, salto no alto do monte.
Tudo que é verso que invento, vem como a água da fonte,
Desce de mim como um rio, passa por baixo da ponte,
do coração que vazio fica esperando defronte.

O verso que escrevo sai limpo, pedra de brilho bonito,
que paciente eu garimpo no coração do infinito.
Verso de luz, verso ameno, verso de dor, verso aflito,
escrito alguns com sereno, com sangue os outros escritos,
uns como a pluma da ave, outros tal como o granito,
ambos se encontram na clave, e os canto tal como os recito.

Por isso é que eu vibro na hora que o dia amanhece e o sol raia,
e vibro se o sol vai se embora, e a lua passeia na praia,
que a dama de luz elabora , com as lágrimas da samambaia,
na toalha azul, noite à fora,bordados de estrela e cambraia.
E após consolar a quem chora,e antes que a noite se esvaia,
a lua nos braços da aurora, em paz se abandona e desmaia.

E o ciclo de luz continua, debaixo da minha janela,
da dama que a noite anda nua e do cavaleiro que à vela,
e eu fascinado com o tempo, contemplo a vida na terra, que bela!
E ergo em meu peito meu templo que aceso de luz paralela,
revela-me como Deus cria: do barro, do sopro, costela.
Eu nunca compus poesia, porque sou composto por ela."


(Paulo César Pinheiro)

sexta-feira, 29 de junho de 2012

ENFIM: SEM JUROS, COM SOSSEGO!!!

João Sicsu, economista da UFRJ, foge à retórica daqueles que normalmente são chamados a palpitar sobre juros, inflação, crise européia etc. Em entrevista concedida à TV Senado, o professor relaciona algumas “verdades”  econômicas aos interesses materiais de quem as propaga.  Embora essa conexão possa parecer trivial, a aura científica, o ar grave e arrogante dos especialistas de sempre impõem à opinião pública uma razão técnica que muitas vezes contraria a lógica e até os valores mais elementares. Ou você, caro leitor, nunca viu jornalistas e altos “colaboradores” de bancos privados, fazendo cara de nojinho quando postos diante de uma redução "não esperada pelo mercado" das taxas de juros??? João  aborda também a importância da existência de bancos públicos na atual estratégia governamental de propagar a queda da SELIC para o consumidor final. Ao contrário de seus colegas, normalmente escudados em termos estrangeiros e jargões incompreensíveis, o professor se utiliza até do futebol em suas explicações. Cita o admirável João Saldanha, figura lendária do futebol brasileiro e que hoje faz muita falta em um mundo povoado por Luxas, Tites, Scolaris, Muricys. Clique nos “links” abaixo e assista a entrevista dividida em três partes, pela ordem:


Quebrando pra esta sexta, estendo meu maior desejo aos amigos, camaradas e, por que não, aos colegas de trabalho:

sexta-feira, 22 de junho de 2012

TEMPOS OUTROS

O vídeo expõe um momento em que a articulação entre os artistas e a grande indústria da mídia era mais permeável às questões políticas e sociais. O arrefecimento da tensão  entre  esta e aqueles, notável nos dias atuais, parece ter acompanhado a emergência da segmentação do mercado musical - do brega ao 'cult', do samba ao rock, foram se estabelecendo núcleos 'auto-sustentáveis' econômica e idealmente. Há, porém, os que não  se integraram nem se  entregaram aos parâmetros mercantis, valorizando práticas e idéias típicas das relações comunitárias.  Para estes, a questão que se coloca é se sua estética relaciona-se às comunidades em que estão ou procuram se inserir. De qualquer forma, se por um lado, o "mainstream" - hoje dividido em vários segmentos - já não capta em sua estrutura de massificação as grandes questões coletivas; por outro, os que se encontram à margem tem a oportunidade de dizer junto com a rapaziada o que antes se imaginava à distância e era ditado por outro e por cima, ainda que com as melhores intenções.
Pra ficar só na música, recomendo o Chico a partir dos 04 minutos de vídeo, quando canta bem Gota d´água. Depois vem o Comportamento Geral de Gonzaguinha e, em seguida, a bela Ivone Lara, com auxílio luxuoso do Paulinho e da Rosinha de Valença. 

sexta-feira, 15 de junho de 2012

REZA PARA OS PRÓPRIOS PASSOS - EM VOZ ALTA!!!



















Com lembrança e saudade do amigo Elizeu Barbosa - referência.

sexta-feira, 1 de junho de 2012

INDIFERENÇA COMO REQUINTE DE PERVERSIDADE e BOÊMIO FRACASSADO


foto: www.overmundo.com.br
Impressionante o silêncio geral diante das crescentes manifestações fascistas nas sociedades. O reconhecimento do neonazismo na arena eleitoral legitima o crime como plataforma política e naturaliza a violência aberta dos que se consideram superiores. Quando os grandes grupos da mídia citam "radicais" de esquerda como a outra face da moeda extremista, colocam setores diversos em vala comum. Partindo do princípio de que esses pólos seriam apenas sectários, jornalões, rádios e TVs  eximem-se de posicionamento nítido contra o racismo e o exclusivismo étnico-social, defendidos pela extrema direita. Confundindo indiferença com busca pela isenção, a mídia expõe sua  perversa concepção de igualdade.  A eliminação do outro é minimizada, quando não espetacularizada como conflito entre “radicais”.

A propósito, vejam reportagem da BBC sobre o neonazismo no futebol europeu. Essa matéria é exceção à prevalecente indiferença como requinte de perversidade.

BOÊMIO FRACASSADO

Quero morrer cantando
Não quero ver ninguém chorar
Sou um boêmio fracassado
Canto para me desabafar
Fiz essa melodia
Para que todos se lembrem de mim
Vou fingindo-me contente
Sempre sorridente até chegar meu fim

Adeus orgia, adeus madrugada
Adeus companheiros de noitada
Oro à prateada
Leva o derradeiro beijo à minha amada

(autor: Hélio Cabral. Canta: Tantinho)

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Nosso futebolzinho e "o que fizeram com seu corpo, bem aos poucos"


foto: Eduardo Di Baia / Associated Press















Tudo conspira a favor do SCCP na atual Libertadores. O time não é nenhum espetáculo mas, eficiente e difícil de ser batido, conta também com a sorte, com a condescendência da arbitragem e desfalques de adversários. Vejam que Ganso já arriou e não jogará a semi. Mesmo se o bom e talvez único meia esquerda brasileiro estivesse em campo, desconfio muito da vontade de vencer deste festejado Santos. Dizem, com empáfia, que Neymar resolve sozinho. Sei não. Palpito que a gambazada vai passar pelas sardinhas, porém se complicará diante do Boca Juniors. Registre-se o insuportável clima pró-gamba repercutido pela mídia. Amplificam sons, imagens e tomadas fazendo alusão incessante à principal organizada alvinegra. Ancorados no monopólio do sofrimento, (dá-lhe, Barneschi!), instalaram o clima que toma o todo pela parte e que se foda tudo o mais.
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O time do Palmeiras tem uma chance histórica de começar a resgatar a altíssima dívida com sua torcida. Caso passe pelo Grêmio, deverá pegar o Jd. Leonor. As teimosias do caríssimo, arrogante e admirador de perna-de-pau Felipe Scolari tornam o time atual ainda mais inferior do que já é contra os leonores. Mas a camisa do Palmeiras pode protagonizar alguma de suas façanhas. Nesses cenários tão óbvios, quando tudo diz “não, não tem jeito mesmo”, a coisa pode virar e os adversários ficarem com cara de tacho diante da explosão alviverde.
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Muito legal o comportamento do Herrera, ao se negar à premiação global do  “Fantástico” por ter feito três gols (leia AQUI). A abordagem cada vez mais infantilizada e boçal do nosso futebol acabou levando uma cusparada bem dada. Barcos também já deu a sua. Intrigante: nem Herrera, nem Barcos são brasileiros........
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Que a presidenta Dilma faça como sua admirável colega Cristina Kirchner e estatize os direitos de transmissão do campeonato brasileiro. Com essa medida, beneficiará o público – que não terá mais jogos começando às 22:00 – e mandará a Rede Globo para o distintíssimo lugar que lhe reserva a história.
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“Contra fel, moléstia, crime”, Chico Buarque sugere Dorival Caymmi. Dando-lhe razão, recomendo também o áudio de Marília Medalha cantando Eduardo Gudin e Roberto Riberti, mas volto pro jogo de bola e adiciono sugestão de leitura. Contra a babaquice do futebol brasileiro contemporâneo, trague HILTON. AUTHENTIC.

Clique AQUI e entenda o porquê do trago, lendo a bela reportagem de Christian Carvalho Cruz.
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COMO TANTOS
dsfafdadafa
Era um homem até comum
Como tantos
De fato um bom trabalhador
Como tantos
fasdfa
No olhar às vezes desespero, mas passageiro
Ele afinal era meu, dos meus braços
Mas durante o dia
Era todo teu
Os amigos me contaram
Como loucos
dfasdf
O que fizeram com seu corpo
Bem aos poucos
Agora entendo o desespero, seu companheiro
Ele afinal era meu, dos meus braços
Quis um belo dia nunca mais ser teu
dfasdf
Tomo sua valentia
Seu encanto
E bebo a sua rebeldia
Com meu pranto
E abraço a sua ausência fria
dafaaa
Que me dói tanto
Ele morreu e sumiu dos meus braços
Como ele queria
Hoje não é teu
Mas ainda é meu
Ele agora é eu
Ele agora é eu

dsfafdadafa(autores: Eduardo Gudin e Roberto Riberti)