sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

"....quebrei o vídeo da televisão...."


O deslumbramento geral à substituição de Fátima Bernardes por Patrícia Poeta no comando do J.N. é  um episódio do jornalismo como produto. A transformação do debate público sobre a concessão de rádios e TVs em fantasioso intento de censura é outra face da mesma mercadoria. Que traveste de análise econômica a opinião do “mercado” – como se este fosse uma pessoa ou um deus, ao qual todos devem temer e se submeter. Que embala, comportada e fria, a ascensão nazi-fascista. Que seleciona, complacente e secreta, quais os tons dos alertas.
dfadfasdfa
Quem restringe a ‘liberdade de expressão’ à ‘liberdade de imprensa’ banaliza em  ritmo industrial denúncias cheias e vazias. Edição a edição, resplandece em hipnose incessante seus desejos inconfessáveis. 

E  o  pensamentoaavital aadá  lugar  ao  entretenimento  bestial....
sdfafdadaf
O Trabalho, ao negócio
O Gozo, ao sequestro do ócio
A mente, ao corpo demente
Dormente à outra que mente.


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Letra da canção disponível no áudio,
interpretada por Bosco e Paulinho da Viola:

"BANDALHISMO
João Bosco e Aldir Blanc
dfadfadfa
Meu coração tem butiquins imundos,
Antros de ronda, vinte-e-um, purrinha,
Onde trêmulas mãos de vagabundo
Batucam samba-enredo na caixinha.
asdfasdfasd
Perdigoto, cascata, tosse, escarro,
um choro soluçante que não pára,
piada suja, bofetão na cara
e essa vontade de soltar um barro...
asdfasdfadf
Como os pobres otários da Central
já vomitei sem lenço e sonrisal
o P.F. de rabada com agrião...
adfadfadfas
Mais amarelo do que arroz-de-forno,
voltei pro lar, e em plena dor-de-corno
quebrei o vídeo da televisão."

Um comentário:

Douglas Germano disse...

Perfeito, Zhéfilho!

Não vi, mas enjoei de ouvir falar. E como ouvi falar.