terça-feira, 1 de novembro de 2011

IMPACTANDO A ESTARTADA DO PLUS

Tão questionáveis quanto os abusos legais que beneficiam uma minoria de servidores (?) públicos,  os altos rendimentos diretos e indiretos dos gestores privados também concentram recursos em pouquíssimas mãos. Não bastassem suas caríssimas horas de trabalho, boa parte delas gastas em reuniões, congressos, almoços e jantares que levam o nada ao lugar algum, muitos profissionais da gestão recebem , além dos gordos ordenados, vultosas comissões por “serviços prestados" ao  interesse próprio. Contando com o apoio dos pares que os pagam, restringem os salários de seus “colaboradores”, como gostam de dizer, para embolsar  o quanto possível. Servem-se , dentre outros seletos ingredientes, de um simulacro de ciência – a Administração – com a qual amealham traquejo retórico para a prática do ‘plus’ cotidiano, além de uma grande platéia sedenta para ingressar no restrito círculo. Sua auto-confiança e seus bons modos reluzem nos espelhos próprios e alheios, num presente que parece jamais cessar. Neste cenário pós-pós executam em grande escala o que há de mais clássico no capitalismo: a apropriação privada do excedente produzido coletivamente. Absolutamente.

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