sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Aldir Blanc e João Bosco para JOÃO CÂNDIDO - O ALMIRANTE NEGRO


A seguir, a letra original de Aldir Blanc, antes do veto feito pela ditadura civil-militar brasileira, apoiada pelos boçais de ontem e de hoje.
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Há muito tempo nas águas da Guanabara
O dragão do mar reapareceu
Na figura de um bravo marinheiro
A quem a história não esqueceu
Conhecido como o Almirante Negro
Tinha a dignidade de um mestre sala
E ao navegar pelo mar com seu bloco de fragatas
Foi saudado no porto pelas mocinhas francesas
Jovens polacas e por batalhões de mulatas
Rubras cascatas jorravam das costas
Dos negros pelas pontas das chibatas
Inundando o coração de toda tripulação
Que a exemplo do marinheiro gritava então
Glória aos piratas, às mulatas,às sereias
Glória à farofa, à cachaça, às baleias
Glória a todas as lutas inglórias
Que através da nossa história
Não esquecemos jamais
Salve o Almirante Negro
Que tem por monumento
As pedras pisadas no cais
Mas faz muito tempo

Há quem considere o Dia da Consciência Negra algo desnecessário, um exagero. São os mesmos que negam o racismo no Brasil e saudam o "tempo dos militares". São os mesmos que destilam ódio e preconceito aos ícones da luta popular. Às chibatadas deles, sambas  que lhes perturbem a paz e exijam o troco. 

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