sexta-feira, 7 de outubro de 2011

SECA do NORDESTE - Gilberto Andrade e Waldir de Oliveira


“Sol escaldante, terra poeirenta
Dias e dias, meses e meses sem chover
E o pobre lavrador
Com a ferramenta rude
Dá forte no solo duro
Em cada pancada parece gemer
Ô ô ô ô ô ô ô ô
Geme a terra de dor
Ô ô ô ô
Não adianta meu lamento meu Senhor
Ô ô ô ô ô ô ô ô
E a chuva não vem

O chão continua seco e poeirento
No auge do desespero
Uns se revoltam contra Deus
Outros rezam com fervor
Nosso gado está sedento, meu Senhor
Nos livrai dessa desgraça
O céu escurece
As nuvens parecem
Grandes rolos de fumaça
Chove no coração do Brasil
O lavrador
Retira seu chapéu
E olhando o firmamento
Suas lágrimas se unem
Com as dádivas do céu
O gado muge de alegria
Parece entoar uma linda melodia
Ô Ô Ô Ô Ô...”

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