quinta-feira, 30 de junho de 2011

Futebol - uma visão da bancada


Nesses   tempos   atuais   caracterizados   pela   babaquice generalizada, pela postura ‘sabonete’ de personalidades, de pobres mortais também, e pela crescente restrição econômica e legal às folganças populares não pode levar comida de casa nas cada vez mais caras arquibancadas do sambódromo, não pode barraquinha de pernil na frente de estádio de futebol, não pode bebida alcoólica nas cada vez mais caras e em extinção gerais (os ‘vips’ - frequentemente vagabundos de quatro costados, ou só de quatro mesmo, têm até uísque à disposição), não pode bandeira, não pode papel higiênico, não pode foguete , NÃO PODE PORRA NENHUMA , a não ser a putaria toda com as drogas e as músicas próprias da fauna vária dos frescos na qual se esbaldam nossas elitizinhas de merda criadoras de leis de filhos da puta nesses tempos atuais, volto a dizer, é mais do que necessária a divulgação do assim batizado ESTATUTO DO VERDADEIRO TORCEDOR, da autoria de Marco Bressan (Teo). “Estatuto” republicado e re republicado no provocante blog do Barneschi. Embora eu não concorde com todos, apóio a maioria dos impagáveis mandamentos aí embaixo.

Conclusões, recomendações, devaneios e mantras de um torcedor de arquibancada

1. Futebol não é festa.
2. Futebol não é divertimento.
3. Futebol não é um bom lugar para passeio.
4. Futebol não é um ambiente saudável, ao contrário, é doentio.
5. Evite levar criança ao estádio, a menos que esta seja mais madura que você (no meu caso não é difícil).
6. Evite levar mulher ao estádio, a menos que ela seja mais homem que você.
7. Evite levar qualquer pessoa ao estádio que não esteja focada na vitória do seu time.
8. Não use uma partida de futebol para networking profissional e/ou social. O ideal é que, ao te verem no estádio, todos se envergonhem de você.
9. Acredite em você, nas suas impressões e opiniões sobre seu time.
10. Despreze completamente a opinião da imprensa esportiva.
11. Se você acha que seu time vai ganhar, talvez ele ganhe.
12. Se você acha que seu time vai perder, ele vai perder. Vá ao jogo assim mesmo.
13. Não deixe que o trabalho atrapalhe o futebol.
14. Não deixe que nenhum programa ou compromisso atrapalhe o futebol.
15. Não deixe que um romance atrapalhe o futebol.


16. Não deixe que nada atrapalhe o futebol.
17. Acima do futebol, só a saúde. Ela que te permite viver para o futebol.
18. Seu melhor amigo é o seu time.
19. Despreze quem não gosta de futebol.
20. Ignore quem não gosta de você pelo fato de você gostar de futebol.
21. Fique onde você quiser no estádio, ignore os lugares numerados.
22. Nunca assista ao jogo ao lado de um torcedor adversário.
23. Odeie seu adversário no dia do jogo.
24. Identifique seu inimigo e odeie-o todos os dias da sua vida.
25. Debata com torcedores adversários verdadeiros, menospreze os farsantes.
26. Se um dia você for a um estádio sem alambrado, fosso ou qualquer divisão para o campo, sinta vergonha. O Brasil não é a Inglaterra.
27. Não relaxe durante o jogo.
28. Evite sorrir durante o jogo.
29. Não xingue os jogadores do seu time durante o jogo. Alguns merecem, mas não vai adiantar.
30. Xingue a arbitragem em todos os jogos, isso te fará bem.
31. Não se esforce por ingressos para torcedores ocasionais e oportunistas. Cuide do seu e dos legítimos habitantes daquele espaço sagrado.
32. Refute ser tratado como consumidor, você é apenas torcedor. Por sinal, você é muito mais que consumidor.
33. Cuide da sua própria segurança, nunca espere nada da PM.
34. Proteja-se da PM.
35. Volte do estádio sempre com a sensação do dever cumprido.”

quinta-feira, 23 de junho de 2011

O novo campeão

Há quem goste de porrada, de truculência. Há quem exalte exageradamente a tal da raça, a dita pegada. Há quem veja “viadice” onde tem arte, frescura onde sobra jeito. Em matéria de futebol, há quem prefira Dunga a Falcão, Galeano a Jorge Mendonça, Pintado a Pedro Rocha, 1994 a 1982. Um dos méritos do tri santista na Libertadores é não dar mais argumento para quem despreza o talento.
Vejam aqui os "meninos da vila" originais, num tempo em que a carranca do futebol feio, mas vencedor, escondia-se triste e recalcada esperando o vacilo de Falcão, Cerezo, Sócrates, Zico e companhia.

terça-feira, 21 de junho de 2011

A "explosão da inflação"

A tigrada do jornalismo econômico baba e espuma diante da inflação. Meses atrás falavam em “descontrole”, em “explosão”, em “estouro”, em “escalada”. Para aumentar o efeito, chegavam a anunciar o índice ANUALIZADO como manchete de impresso ou chamada de audiovisual, sem mencionar que os tais 6,51% se referiam ao efeito composto do IPCA em 12 meses. Essa explicação vinha somente após o escândalo inicial.
SDs
É errado se preocupar com a inflação? Óbvio que não, sobretudo num país com histórico dramático nessa matéria. Mas há que se destacar dois aspectos:
i.                   a se julgar o alarde das chamadas, parece que o Brasil pós-real nunca viveu índices de inflação mais altos do que os  6,5% AO ANO, o que não é verdade – como mostra a tabela abaixo extraída do IBGE;
ii.                a mídia não dá a mesma atenção ao nível de atividade econômica, à expansão da produção, ao emprego. Antes pelo contrário, ela considera exagero taxas de evolução do PIB próximas dos 5% a.a. – ritmo absolutamente medíocre de crescimento dados o potencial e as necessidades de nossa economia e sociedade. A maior parte dos analistas se refere à “farra” do crescimento no 2º governo Lula. Anunciam  a "explosão da inflação" como a conta a ser paga por quem chamam preconceituosamente de “Zé povinho”. Interessante isso: os tais analistas, polpudamente remunerados por seus serviços, isentam-se de exageros inflacionários; quem faz a “farra” é a galera da geral,  a maioria que às duras penas faz prestação de algum eletrodoméstico......
dfasdqadfadsa
A postura da mídia brasileira revela, em nível imediato, interesse no desgaste do governo petista – eleito a contragosto da ‘massa cheirosa’. Mais profundamente,  mostra que a discussão sobre alternativas de política econômica contrárias aos interesses do sistema financeiro está obliterada. Dada a atual estrutura de dominação vigente no Brasil, é ótimo que se recomende aumento de juros como único instrumento de combate à inflação. Afinal, quem empresta é o sistema. Colidir com os bancos, dos quais as grandes empresas de comunicação são dependentes, seria confrontar a alma e o coração de uma perversa cadeia de relações de classes e poucas famílias. Pires nas mãos, muitas fantasias.
dfaad
Em tempo,  FIPE e FGV apuraram deflação em seus últimos índices de preços. Vejam que a repercussão já não é a mesma. Você, por exemplo, sabia que o IPC-FIPE e IGP-M FGV de junho/11 sinalizaram inflação negativa?

Assista ao MÍDIA, PODER e SOCIEDADE

A TV SENADO coloca à disposição do público MÍDIA, PODER e SOCIEDADE. Faça  AQUI a cópia das três partes deste documentário, produzido há 07 anos. A concentração da mídia brasileira nas mãos de poucas famílias é um dos aspectos abordados pelo programa.