quarta-feira, 6 de abril de 2011

SETOR PRIVADO É ISSO AÍ, também.......


Muitos porta-vozes de empresas e organizações empresariais falam da lendária eficiência do setor privado, do mercado, da 'sociedade que carrega o Estado nas costas', da ‘sinergia’, da competitividade, da globalização, das redes. Com pose e circunstância, desfilam também seus comentários sobre os ‘pesadíssimos encargos sociais’, sobre o ‘custo Brasil’ etc etc. Mas, competentes que são, nossos CEOs e empreendedores não ficam só na retórica. Partem para a ação criativa (ou criminosa?), adaptando-se ao alegado ‘ambiente carente de reformas estruturais’. Nessa toada, alguns baluartes da livre iniciativa nacional adotam “medidas macroprudenciais”, como as das CASAS PERNAMBUCANAS (na quadrilha 'melôt do chiquê' que fizemos acima, a coisa funciona assim: você  paga pelo moletom R$ 79,90 às PERNAMBUCANAS, que pagam R$ 33,50 para a 'Dorby Fashion', que paga R$ 4,30 para a enxuta 'company slave' da Zona Norte de Sampa ).

Afinal, o que vale é agregar valor ao cliente, não é mesmo?

Auditores do trabalho autuaram as Casas Pernambucanas por utilização de trabalho escravo em sua cadeia produtiva, conforme a excelente reportagem de BIANCA PYL, publicada na http://www.reporterbrasil.com.br/exibe.php?id=1874. 16 trabalhadores (2 adolescentes entre eles), egressos da Bolívia, recebendo R$ 400,00/mês por 60 horas semanais, em condições precárias e insalubres. “Fashion” a eficiência das PERNAMBUCANAS, não? Registre-se ademais, para não perdermos o costume, que as menções de fatos como este, na gloriosa mídia brasileira, são reduzidas quase a zero. Vai ver que é censura do Lula - ops, da Dilma - né não?

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