quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Há 29 anos pisei pela primeira vez no gramado do Morumbi para ver este histórico momento de uma brilhante palmeirense


Eu estava prestes a completar 11 anos de idade. A minha turma toda pagou a Geral - aquele setor atrás do gol, bem baratinho. Uma lembrança pra lá de agradável me traz aquele 7 de fevereiro de 82. Caxingui, futebol na rua, Chico Buarque ("cuidado com aquele bêbado maconheiro, menino"), João Bosco, Clara Nunes....Eu não entendia nada de nada e é provável que hoje eu entenda menos ainda, mas me achei ali naquele momento o pirralho mais feliz do mundo. Não sabia o motivo da felicidade. Vai ver era a música, era a mistura das notas com a mente meio fértil de moleque fanático achando que o universo girava em torno do futebol. Aqueles artistas todos em campo, um gramado que me parecia inatingível.... Quando alguma alma, completamente distante da chatice do mundo atual, liberou o acesso da Geral para o gramado. Foi justamente nessa hora que eu e minha turma adentramos ao gramado e, ao som de "Portela, eu nunca vi coisa mais bela", comemorei o gol imaginário mais bonito que fiz em toda a minha vida. Dei pulos de Pelé em direção à arquibancada, dei beijinhos de Jorge Mendonça para a torcida, na "festa do divino carnaval".

3 comentários:

Ana Paula Saab disse...

Lindo, como sempre :)

Roberta Zolla disse...

Clara, nossa eterna Clara e sua querida Portela! Zéphir, meu querido escritor, sensível e perfeito!

Bete disse...

Eu estava com ele, foi maravilhoso...a imaginação foi além!

Saudades de tudo, de todos!!!!