sábado, 20 de novembro de 2010

LAMENTO NEGRO (autores: Edu de Maria e Bruno Ribeiro)


No Dia da Consciência Negra, esta maravilhosa paulada na cara do inimigo

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Cortejo celebra nossa herança africana

Por: Andréa Ponte Souza

Os sons do agogô, xequerê e timbal vão sacudir as ruas do Centro de São Paulo nesta sexta-feira 19, a partir do meio-dia. A percussão afro vai acompanhar sambas de roda, cantos em iorubá e saudações aos orixás em português durante o Cortejo do Dia da Consciência Negra, realizado há 10 anos pelo Sindicato em homenagem à data comemorada nacionalmente no dia 20 (dia da morte de Zumbi dos Palmares, em 1695).

Com o ritmo do grupo Filhos de Mãe Preta (percussão e balé afro), a voz da cantora Adriana Moreira (vídeo incluído por este blogueiro) e a presença honrosa das Tias Baianas Paulistas – grupo formado pelas tradicionais baianas das escolas de samba de São Paulo –, o cortejo sairá às 12h da sede do Sindicato (Rua São Bento, 413) e percorrerá as ruas do Centro.

Pela primeira vez, o ato será temático. “O tema será Igualdade de Oportunidades. Queremos chamar a atenção da sociedade para o estatuto da igualdade racial, que foi aprovado no governo Lula, mas que precisa avançar em sua implementação”, explica o dirigente sindical Júlio Santos, um dos organizadores dos eventos pelo Dia da Consciência Negra. “A data só tem sentido se for um momento de debate sobre a inclusão do negro na sociedade.” Por isso, acrescenta Júlio, além da alegria do cortejo – uma espécie de celebração da herança africana –, a programação (veja abaixo) do Sindicato inclui palestra e um mês inteiro dedicado ao samba no Grêmio Recreativo Café dos Bancários.

EVENTOS

19/11 Cortejo pelas ruas do Centro
Concentração às 12h na sede do Sindicato

19/11 Banda Praça do Samba (samba de raiz)
Café dos Bancários - 20h (espaço abre às 17h)
Rua São Bento, 413, Sé (sede do Sindicato)

25/11 Palestra Racismo na Dinâmica do Capitalismo Brasileiro Contemporâneo: Doutor em Economia, Pedro Chadarevian
Auditório Azul do Sindicato, às 14h

26/11 Renê Sobral (samba partido alto)
Café dos Bancários - 20h (espaço abre às 17h)
Rua São Bento, 413, Sé (sede do Sindicato)

Homenageados – O cortejo deste ano homenageia João Cândido, o líder da Revolta da Chibata (1910), na qual marinheiros negros se rebelaram contra os castigos físicos na Marinha Brasileira, e o fundador da escola de samba Nenê de Vila Matilde, Alberto Alves da Silva, o Seu Nenê, morto aos 89 anos no último dia 4 de outubro. O ato homenageia ainda Ossain, orixá masculino de origem nagô que representa o verde, o poder das folhas e da floresta, e que é o orixá que rege o ano de 2010.

HOMENAGENS

PESO É PESO

TUCO e BATALHÃO DE SAMBISTAS realizaram de forma excepcional aquilo que se propuseram fazer. PESO É PESO é um disco de SAMBA gravado ao vivo: um belíssimo repertório executado e gravado com uma sonoridade rara de se encontrar atualmente. Competência sem frescura, harmonia e batucada, pegada e molho. Quem quer uma “nova roupagem” para o samba, aqui se decepciona. Em PESO É PESO se encontra mesmo é peso. De minha parte, a golada mais parruda e prazerosa vai para a belíssima AMOR A DEUS (de Nélson Cavaquinho e Guilherme de Brito).
Uma boa oportunidade para conferir o batalhão em plena atividade é nesse 20/11/2010, às 16h00, no parque do Carmo.

Vejam abaixo texto do cantor Roberto Saglietti Mahn sobre o cd.


Por: Roberto Saglietti
Fonte: http://www.samba-choro.com.br/noticias/pordata/24865

Finalmente saiu o disco tão esperado por todos nós, apreciadores do samba e da música popular brasileira em geral. "Peso é peso", com Tuco e o Batalhão de Sambistas e convidados, num registro ao vivo.

Foram duas noites memoráveis no Centro Cultural de São Paulo, em que Tuco e seu estrondoso e notável Batalhão encantaram a platéia com sambas da mais fina estirpe, e o mais interessante: muitos desconhecidos pela maioria do público que ali estava.

Esse disco é o resultado do importante e louvável trabalho do incansável Tuco (pseudônimo de Fernando Pellegrino Rodrigues Luzirão), que já há muitos anos - pra ser exato, há quinze anos - vai atrás de um repertório de sambas esquecidos e guardados nos fundos das gavetas, nos sótãos empoeirados e nas prodigiosas memórias de velhos sambistas, pesquisadores e incentivadores da boa música popular brasileira. Tuco é um garimpador, e não se contenta com pouco. Coleta, pesquisa e esmiúça, e não faz segredo: traz para todos seus fãs, admiradores e amigos, o resultado de suas buscas.

Um pouco desse material pode ser conferido nesse belíssimo disco, que traz obras de compositores talentosos e festejados no meio sambístico, tais como Bide, Cartola, Nelson Cavaquinho, Ismael Silva, Chico Santana, Aniceto, Manacéa, Noel Rosa de Oliveira, Antonio Caetano e tantos outros. Não dá para citar todos, mas vale lembrar que Tuco trouxe à tona compositores importantes do samba, e de várias escolas (Mangueira, Portela, Estácio, Salgueiro). Claro que o grande Paulo da Portela está presente, com "Não se deve contar glória" e a bela marcha-rancho "Aí vem a primavera", aliás com gloriosa interpretação. Boa para sair cantando: "Aí vem a primavera alegrar a nossa vida!"



Se o repertório é coisa fina, a apresentação das músicas não fica por menos. Na liderança do Batalhão está Tuco, com sua voz bela e poderosa que Deus lhe deu, e sua interpretação vigorosa.

A harmonia é impecável, com João Camarero e Junior Pita aos violões (um de sete cordas e outro de seis, tal como deve ser) e no cavaquinho, Lucas Arantes. Cabem aos três não só a tarefa de acompanhar divinamente, mas outrossim, de tecerem honrosas introduções. A propósito, só por ter dois violões e não um, o disco já é digno dos nossos maiores encômios.

A percussão faz jus ao nome do disco, é realmente "de peso": surdo, pandeiro, tamborim, agogô, afochê, reco-reco, caixa, ganzá e cuíca, e até apito, sob o comando de Donga, Beto Amaral, Jorge Garcia, Rafael Toledo (o homem dos mil instrumentos) e Alfredo Castro, nosso querido Alfredão. A batucada impressiona e chega a emocionar em muitos momentos do disco, e essa rapaziada toda está de parabéns.

Merece atenção especial o coro, que inúmeras vezes leva o ouvinte a momentos apoteóticos. São eles: Janderson Santos, Rafael Lo Ré e Fernando Paiva, além da contribuição inestimável dos percussionistas Alfredo Castro, Jorge Garcia e Donga, todos coristas de primeira. Destaque para "As Pastoras": a jovem Keila Santos, a inconfundível Francineth e a indefectível Cristina Buarque, que aliás, tem marcado presença nos melhores discos de samba que se tem visto por aí. Cabe a Cristina Buarque, outrossim, co-protagonizar, ao lado de Tuco e do Batalhão, um dos momentos mais emocionantes do disco: a irretocável "Desesperado", de Chatim.

Não podemos esquecer, aliás, de outros convidados de primeira linha: Monarco e Nelson Sargento, com toda a sua autoridade e realeza. Monarco comparece em duas faixas, cantando "Velha Portela" e "Secretário da Escola", ambas de sua autoria (a última, uma pepita em parceria com Picolino). Nelson Sargento entoa sua "Mesmo sangue na veia", em dueto com Tuco, que com certeza, tal como diz a canção, prosseguirá "trabalhando, colhendo semente, plantando, com o mesmo sangue na veia".

É louvável o trabalho de todo o Batalhão. Principalmente por apresentarem este repertório tão belo e trazê-los aos ouvintes de uma forma viva, visceral, respeitando a tradição, mas cantando-os aqui e agora. Fogem de modernizações excessivas e de gosto duvidoso, porém dão a sua honrosa interpretação, com o coração sempre na voz, na ponta dos dedos, na frente de tudo. Enfim, a sinceridade desse trabalho é um quê a mais a ser admirado.

Esse colunista não pode deixar de tecer loas aos momentos que mais marcaram as nossas intermitentes audições do CD:

- "Na floresta", minha favorita, e que venho agradecer publicamente ao amigo Tuco, pela dedicatória no encarte.

- "Fica de lá", de Alvarenga, que contém a máxima "embriagar por causa de mulher, não", e cuja energia na gravação é contagiante. Outra máxima interessante está em "Não há de quê": "o amor não se compra em armazém, é dado por alguém de coração. E não pede em pagamento nem um níquel de tostão."

- "Ela chorou", de Aniceto, pelo tom confessional.

- "Ironia", samba irreverente e inusitado, e que conta com uma bela introdução da harmonia.

- "Peso é peso (Nosso time do Estácio)", que dá nome ao disco.

- E "Ri melhor quem ri no fim", encerrando a audição com elegância e pujança. Vale a pena citar: "E o nosso amor morreu, quem não lhe quer sou eu (...) Esse mundo é mesmo assim, ri melhor quem ri no fim".

Por fim, ressaltamos que o disco perpassa com categoria por todos os sentimentos e emoções humanas, atingindo com louvor os fins da arte musical. Ora celebra a alegria, ora clama pela resignação, muitas vezes lamenta suas tristezas, cultiva saudades, mas diante de todas as vicissitudes da vida, esse Batalhão não esmorece nunca. Tal como a sublime e competente escritora e pesquisadora Marilia Trindade Barboza enfatizou, numa introdução magistral presente no encarte: "esse é um CD para se ouvir ajoelhado!"

Um disco indispensável a todos os amantes do samba.”


Ricardo de Santana, nos comentários do www.samba-choro.com.br, indica “Onde Encontrar o CD Peso é Peso ao vivo
A lista abaixo indica as lojas que compraram este CD recentemente. Entre em contato com a loja para garantir que o CD ainda está em estoque.
RJ - Rio de Janeiro
Tracks - novo - Tel: ( 21)2274-7182

SP - São Paulo
Centro Cultural Banco do Brasil - Tel: ( 11)31133654
Pop´s Discos - Tel: ( 11)3083-2564
Vilar Discos - Tel: ( 11)3221-8084

Fonte:
http://www.tratore.com.br/cd.asp?id=7898515690006

PELO SALÃO

Fica o eterno agradecimento aos autores pelo belo trabalho e meus aplausos mais fortes para as músicas DJEMBÊ (faixa 8) e CHORO DE MULHER (faixa 10), dos craques Renato Martins e Roberto Didio. Conforme descreve inspirada parceria com Moacyr Luz, que bom que o SAMBA veio buscá-los. Seu labor melódico e poético é certeza de que ELE buscará outros tantos, felizes, aos prantos.

Vejam abaixo texto de Ricardo Brigante sobre o cd.

Por: Ricardo Brigante
Fonte:
http://sambadaouvidor.blogspot.com/2010/11/o-que-vai-ficar-pelo-salao.html

"Chega o primeiro disco de Gabriel Cavalcante: O que vai ficar pelo salão (independente), trabalho coletivo, reunindo o violonista Patrick Ângelo e os compositores Roberto Didio e Renato Martins. São responsáveis pelo impecável acompanhamento e concepção: Marcus Thadeu, Magno Souza e Ana Rabello.

Cantor de voz potente e timbre grave, Gabriel é uma das vozes principais de dois populares movimentos musicais no Rio de Janeiro: Samba do Trabalhador e Samba da Ouvidor. Com apenas 24 anos de idade, já acompanhou e dividiu o palco com importantes nomes da música brasileira, atua como profissional desde os 15.

Para os que discutem com sincera preocupação sobre a ausência de novas gerações compondo, tocando e cantando com personalidade, O que vai ficar pelo salão surpreende do começo ao fim. Além das interpretações e duetos, Gabriel apresenta uma vertente ainda desconhecida por muitos, a de compositor. Como "Elmo de São Jorge", melodia que surge fascinante no entoar maiúsculo e arrebatador de Gabriel, onde talento é lugar-comum.

O trabalho é coletivo de fato. E isso fica claro nos arranjos e batuques sacados em conjunto do baú de pautas preciosas. É possível ver o brilho individual de todos os envolvidos.

Afinal de contas, quem é capaz de desvendar os segredos melódicos de Renato Martins? Ao ouvir as entrelinhas dos acordes de "O Que é de Louça", os mais desatentos não perceberão que se trata de uma linda homenagem a Paulinho da Viola. Ou então em "Mar Maior", samba que aprisiona subitamente, interpretado por Cristina Buarque.

E as letras de Roberto Didio? Tão fortes e vivas, que são capazes de derrubar as lágrimas dos mais insensíveis dos homens. Como na delicada "Choro de Mulher", interpretada por Anabela ou ainda na visceral "Muralhas", onde Áurea Martins empresta todo seu lamento à canção.

Patrick Angelo no violão e Ana Rabello no cavaquinho nos levam de volta a caminhos há muito não visitados. Com o fascínio inicial vem comoção. As águas turvas do presente clareiam a cada nota. Ao fundo, Marcus Thadeu e Magno Souza dão o ritmo, formando uma ponte de esperança com o que ficou lá para trás. É quase real o som do sorriso dos tamborins e pandeiros. Felizes novamente.

Três declarações de amor ao samba figuram no repertório: "Quando o samba veio me buscar" (Moacyr Luz e Roberto Didio), "Na Cantoria" (Renato Martins e Roberto Didio) e "Seu Camafeu" (Gabriel Cavalcante e Roberto Didio) – que faz referência ao disco Berimbaus da Bahia (1968), do lendário Camafeu de Oxossi.

O "Velho Batuqueiro" é lembrado na faixa de mesmo nome, onde a linha de frente dos Arengueiros é honrada com a marcação no peso de Xangô. O velho cantava mesmo bonito.

Por fim, o trabalho de amigos é cantado na faixa que dá nome ao disco. Uma celebração à amizade, seja em guerras perdidas, seja na saudade do balcão.

Participações especiais: Moacyr Luz, Amelia Rabello, Cristina Buarque, Áurea Martins e Anabela".

terça-feira, 16 de novembro de 2010

"Besouro, na mão, mata um..."

Nas asas do besouro // Zunzum na capoeiraPor: Lauro Lisboa Garcia - O Estado de S.Paulo
n’
O ESTADÃO parte 1 parte 2

Quem acompanha a carreira do poeta e compositor Paulo César Pinheiro sabe que Besouro Mangangá, lendário capoeirista baiano, o fascina desde jovem. No antológico samba Lapinha (1968), sua primeira de mais de cem parcerias com Baden Powell (1937- 2000), Pinheiro emprestou o refrão de Besouro, também compositor, entre outras façanhas.
Em 2006, depois de citações esporádicas do personagem em várias canções, Pinheiro marcou sua estreia no teatro com o memorável musical Besouro Cordão de Ouro. Os temas da peça agora chegam ao CD, com Capoeira de Besouro, lançado pelo selo Quitanda, que tem direção artística de Maria Bethânia, nascida na mesma cidade de Besouro, Santo Amaro da Purificação.
Se Baden foi responsável por colocar o berimbau no mapa-múndi nos anos 1960 com seus afro-sambas em parceria com Vinicius de Moraes (1913-1980), Pinheiro agora faz algo igualmente significativo, renovando a música de capoeira e dando continuidade à iniciativa do parceiro.
"Ele foi o primeiro a mexer com essa história mais claramente", diz o poeta. "Com essas músicas tentei botar um foco maior nessa manifestação, que é conhecida mundialmente, mas está sempre nos guetos. Estou tentando fazer com que isso ganhe uma luz maior em cima e se espalhe mais no exterior e entre os nossos compositores. Que eles se voltem um pouco mais pra essa raiz forte, que são esses toques, muito bonitos, muito bem feitos."



Parte do resultado pretendido por Paulo César Pinheiro - para que o interesse pela capoeira faça brotar dela uma música menos primitiva - de certa forma já vem acontecendo, a partir de seus temas compostos para a peça Besouro Cordão de Ouro, que teve direção musical de sua mulher Luciana Rabello. Alguns deles - Toque de São Bento Grande de Angola, Toque de São Bento Pequeno e Toque de Santa Maria - já estão nas rodas de capoeira de várias partes do País, antes de sair no CD Capoeira de Besouro, transmitidos na melhor tradição oral. "Tantos capoeiristas viram a peça tantas vezes, que aprenderam as músicas. Os meninos que jogam capoeira na peça também estão sempre nas rodas e levaram essa música pra lá", observa o autor. É o Besouro, que tinha uma aura mágica, provocando zunzum.


No CD Pinheiro reuniu as dez canções feitas para o musical, mais quatro que não entraram por não se adequarem ao tempo de duração da montagem e um samba de roda. Para o autor, o grande barato da peça dirigida por João das Neves era "o mistério de Besouro ser o personagem principal sem existir", ou seja, ele nunca aparece em cena, mas sua presença paira no ar. A mesma sensação se tem no CD, uma vez que as canções não perderam a força pela ausência do componente cênico.
Na instrumentação, tanto na peça como no CD, ele procurou a simplicidade das rodas de capoeira. "O único instrumento harmônico é um violão, às vezes um cavaquinho. Queria que o berimbau fosse o condutor, o eixo principal da história. Então chamei o maior craque deles, Mestre Camisa, o sujeito mais importante que a capoeira tem no mundo hoje." Ouvindo discos de capoeira, Pinheiro passou a compor em cima dos toques, "por isso ficou muito bem amarrado". O violão de Maurício Carrilho atua como um terceiro berimbau harmônico. Camisa achou espantoso.
Congada e maracatu. O próximo projeto para teatro musical de Pinheiro já está pronto, só aguardando patrocínio para a montagem, que também será dirigida por João das Neves. Com música baseada na congada mineira e numa canção de Pinheiro em parceria com Sérgio Santos, do disco Áfrico, Galanga Chico Rei conta a rica história do Rei do Congo, por quem o poeta se encantou tanto quanto Besouro Mangangá.
Depois da capoeira e da congada, ele tem planos de se aprofundar em trabalho semelhante sobre o maracatu, fechando o círculo em torno dos três eixos fundamentais da cultura afro-brasileira: Bahia, Minas Gerais e Pernambuco. "Estou mexendo na reserva brasileira", diz Pinheiro, que é neto de índios e promove a mistura racial desde a década de 1970, quando Clara Nunes gravou a obra-prima Canto das Três Raças, parceria com Mauro Duarte.
É interessante como a música de Pinheiro vem caminhando para a realização cênica. De seu livro Atabaques, Violas e Bambus, a parte dos bambus foi criada em cima das lendas indígenas. O paraense Paulo André Barata musicou 14 poemas daqueles e vai encenar em Belém (Pará) uma "ópera popular amazônica". Em 2011 o mais produtivo compositor brasileiro lança o segundo romance em abril, mais um livro de sonetos e outro de contos.


Abaixo, extraído d’http://quintal-do-lobisomem.blogspot.com/, o elenco de primeira que faz parte deste importante trabalho:
PAULO CESAR PINHEIRO (voz)
MESTRE CAMISA(berimbau gunga)
VICTOR LOBISOMEM (berimbau viola)
MAURÍCIO CARRILHO (violão)
LUCIANA RABELLO (cavaquinho)
CELSINHO SILVA (pandeiro)
PAULINO
DIAS (percussão)
Além do coro com Amélia Rabello, Alan Rocha, Ana Rabello e Leonardo Barbudinho.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Estréia ALGO DE NEGRO

por: Selito SDfonte: http://selito-sd.blogspot.com/

Gente boa gente, convido a todos(as) para a estréia paulistana no dia 20/11 da peça "ALGO DE NEGRO" do Folias, da qual respondo pela direção musical. A estréia da peça será precedida por Roda de Samba com o Movimento Cultural PROJETO NOSSO SAMBA de Osasco. As informações detalhadas seguem abaixo.

20 de Novembro – Comemoração Dia da Consciência Negra no Galpão do Folias

O Galpão do Folias tem o prazer de convidar a todos para a comemoração do Dia da Consciência Negra em nossa sede no sábado, 20/11. A festa se iniciará as 14 hrs com uma roda de samba tradicional comandada pelo Projeto Nosso Samba de Osasco.
Em seguida, as 16 hrs, teremos a estréia em São Paulo do espetáculo de rua “Algo de Negro” (premiado pela Fundação Cultural Palmares).
A festa se encerra as 17 hrs com o bloco carnavalesco Filhos da Santa, que desfilará pelas ruas do bairro de Santa Cecília. Tragam amigos e família para comemorar com a gente!

14 hrs – Projeto Nosso Samba – Roda de samba tradicional

16 hrs – Algo de Negro – espetáculo Teatral de rua (estréia paulistana)

17 hrs – Bloco Filhos da Santa – Bloco de carnaval de Santa Cecília

Galpão do Folias - Rua Ana Cintra 213 (ao lado do metrô santa Cecília) Tel. 3361-2233


Veja no http://becocultural.com.br/?p=8560 matéria sobre a peça.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

"GENTE BONITA"



Àqueles que se consideram bem informados e negam a existência de preconceito no Brasil - especialmente entre as camadas médias e altas das regiões sudeste e sul - recomendo a leitura das entrevistas sobre o “Movimento São Paulo para os Paulistas”, no http://limpinhocheiroso.blogspot.com/2010/11/em-manifesto-na-web-jovens-paulistas.html

Recomendamos especialmente àqueles que:

a. consideram racistas as políticas afirmativas (cotas, por exemplo), num país onde só haveria preconceito na cabeça de uns poucos ‘negros revoltados’ contra brancos;

b. gostam de “gente bonita”;

c. afirmam que o número de nordestinos na cidade de São Paulo aumentara consideravelmente na gestão de Luíza Erundina - ela teria pago milhares de passagens de ônibus para que seus conterrâneos trabalhassem como ambulantes.

Antes da turma se filiar ao movimento, informamos que apenas 1 entre cada 5 habitantes do estado de São Paulo é nordestino (fonte: IBGE) e que, invalidados os votos da região nordeste, a candidata do Lula teria ganho as últimas eleições do mesmo jeito: 37.371.157 votos, para Dilma Rousseff; 36.036.646, para Serra.