quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Nem a favor, nem contra, muito pelo contrário

foto: J. F. Diório/AE

Marina Silva é a candidata ideal de quem não se posiciona. Colocando-se acima dos antagonismos partidários que, queira ou não o bom candidato Plínio de Arruda Sampaio, se organizam a partir dos pólos PT x PSDB, ela se mostra com aura angelical, que aplaca tanto os céticos em relação à centralidade da política, quanto os que se vêem portadores de um novo paradigma, apoiados em conceitos difusos e oportunistas, como ‘sustentabilidade’ e ‘terceira via’. Essa história de não ser a favor nem contra pode soar bonita para os ingênuos que acreditam que tudo não passa de ‘gestão’, de aplicação correta de uma técnica. Tal postura, além de não problematizar a eventual existência de outras técnicas, redime culpas, escolhendo Marina por uma pertença que tem se enfraquecido diante dos aplausos. Vacilante na definição de qual dos lados.

Um comentário:

Douglas Germano disse...

Isso, Zéphir!

O Brasil tem este vício: Punir, desqualificar quem se posiciona.
Nesse nem lá, nem cá, há sempre quem veja uma breja para se enquadrar. Como se, tornar-se alheio, não fosse tomar a pior das posições.

Abraço,