quarta-feira, 5 de maio de 2010

"Perder para um time desses aí? É brincadeira!"

autor: FLAVIA CAMARGO
Parece. Mas não foi. A pergunta retórica e a resposta exclamativa, em tom satírico, são de autoria do jogador do Atlético-GO, o meia Róbston.
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Inconformado com a vitória alviverde por 1x0, gol de pênalti no último instante, Róbston, mesmo derrotado, viu-se no direito de ironizar os treze jogadores que vestiram a Camisa do Palmeiras, sob o comando de Antonio Carlos, durante a primeira partida disputada pelas quartas de final da Copa do Brasil, quinta-feira passada, no Palestra.

Esta coluna poderia, a exemplo de antes, sair em defesa da Sociedade Esportiva Palmeiras. Poderia explicar a Róbston quem somos, o quão grande somos. Falar-lhe sobre tradição e conquistas. Apresentar-lhe às Academias. Voltar à fundação, à Camisa da Seleção Brasileira que envergamos ou ao Mundial que conquistamos. À superação que marca nossa História, ao orgulho que emoldura nosso Escudo ou às milhares de vitórias que abrilhantam o Centenário que se aproxima.

Poderia, mas não vai. Não vai porque desconfia que Róbston, 29 anos, com passagens marcantes por Gama-DF, Brasiliense, Ituano e Atlético-GO, teria dificuldades para apreender a grandeza da identidade esmeraldina. Aliás, este nem é o dever de um jogador que veste camisa alheia. Não vai, também, porque não vê que o recado foi endereçado à Instituição. Esta coluna se nega a aceitar tamanha ousadia. É surreal.

Não. Róbston não se referiu ao Palmeiras. O time a que Róbston fez menção, escalado e alterado em pouco mais de 94 minutos, representou o Palmeiras com: Marcos; Márcio Araújo, Danilo, Léo e Armero; Edinho, Marcos Assunção, Xavier e Lincoln; Diego (Paulo Henrique) e Robert (Éwerthon). Zago. A eles, que têm a obrigação de conhecer e honrar o Manto que vestem, referiu-se Róbston.

A eles cabe provar, em todos os jogos, que merecem ostentar nossas cores. A eles compete a tarefa de desdizer o mal dito. É deles que a Nação espera resposta à altura do Palmeiras. Vão, vençam e voltem com a classificação. Que em casa, com o nosso apoio, seguiremos em busca de mais um título a ser exibido na repleta e completa Sala de Troféus que Róbston, zombeteiro, porém infeliz, desconhece.
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Nota do Painel: Quando penso em palmeirense de verdade, lembro-me de Flavia Camargo.

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