quarta-feira, 31 de março de 2010

Copie e veja excelente documentário sobre COTAS

foto: Evélson de Freitas

O documentário RAÇA HUMANA apresenta os principais argumentos contrários e a favor à adoção do sistema de cotas como um dos instrumentos de acesso dos negros ao ensino superior e de combate ao racismo. A maior parte das falas remete imediatamente à polêmica envolvendo a prática desta política afirmativa na Universidade de Brasília, mas a essência da discussão se aplica a outras situações concretas. É interessante notar, por exemplo, a postura pouco afeita ao contraditório de alguns ilustres que acusam os defensores das cotas como integrantes de ‘milícias’, como ‘fascistas’ e mais outros pejorativos. No discurso desses mesmos iluminados – cuja meritocracia seleciona pela igualdade formal grupos sociais imersos na desigualdade real – há ecos do mito que apresenta o Brasil como democracia racial.

Este PAINEL é contrário às posições de figuras como Demétrio Magnoli e Roberta Kaufmann . Este PAINEL defende as cotas para negros, como também sua ampliação para outros setores sociais. Elas não são panacéia, mas contribuem para a transformação de uma sociedade na qual a retórica pseudo-igualitária dos ‘de cima’ sempre buscou ocultar o autoritarismo, a exploração e o favor que os sustentam.

segunda-feira, 22 de março de 2010

CUIDADO!!! Você pode NÃO ser tão diferente assim.

foto: Fernando Viva / Agência A Tarde
Talvez fosse este o caso de acionar a defensoria pública, OAB, sindicatos, tudo. Interpol, cia, polícia federal, promotor de justiça, orgãos de defesa dos direitos humanos etc. Tudo para descobrir a origem deste tanto de e-mails que recebo com mensagens preconceituosas, ofensivas, grosseiras e falsas sobre a figura do Lula. Eliminei propositalmente o posto, pois as mensagens não são de cunho ou crítica ou análise política, mas sim, contra a pessoa.Quando são contra a pessoa e com o teor que apresentam, são também contra mim e contra a maioria dos brasileiros.O Fato de ter origem fora da região sudeste, mais específicamente de São Paulo, passa a ser um defeito. Mas esta “ignorança” não é um privilégio de São Paulo, pois o mesmo pensamento equivocado habita muitas cabeças da região sul do país.O Lula — esqueça-se o presidente — representa o povo brasileiro em sua maioria. Aqueles que formam a cara do país e da qual, o arrogante centro financeiro e de poder se envergonha. Se envergonha, entre outras coisas, por ser absolutamente oco, de fachada, materialista e profissional no pior sentido da qualidade. Este centro é feito de pessoas que não têm paz quando estão sozinhas, pois precisam ser vistas, frequentar, estar com chiquês e marcas, e cabelos e óculos. Falar de cinema, das férias em Paris, discutir se Sourbone ou Harvard, se Manhatan ou Londres, se Tejo ou Sena, se Cabernet ou Merlot harmonizam melhor o cinismo. Têm identidade forjada na base do “ser o que se parece ter” e vivem em função de uma massagem no ego. Tudo pela mais pura e banal vaidade. E esta, não se autoalimenta, precisa de outro com as mesmas qualidades e desejos. Ou seja — como diz Lula — é uma frivolidade, uma postura das mais rasteiras e razas. É isto que dita o quem é quem no sudeste e que, com seu poder financeiro, quer ditar o quem é quem no país. Uma minoria infame.Agora, falar destes aí é fácil, difícil é falar daqueles que têm o mesmo nível ou origem e que, como um papagaio de pirata, reproduzem os preconceitos de peito aberto, esquecendo-se de que seríam ou serão vítimas dos mesmos muito rapidamente.Basta observar um pouco e se verá trens lotados já as 04:30h da manhã, marteladas e serras as 07:00h, carrinhos de hot dog e restaurantes a quilo lotados as 12:00h, escolas e cursos lotados sendo esvasiados as 23:00h. É Um povo valente paca.Se num efeito de computador fossem apagados — delete — todos estes, todos os que não fizeram faculdade, todos os que têm alguma mutilação em acidente de trabalho. Todos os que conjugam um verbo errado, todos os que têm a pele mais escura e/ou a cabeça mais chata. Todos que bebam cachaça, que acompanhem as notícias do time pelo rádio e que troquem o “L” pelo “R”. Todos os que vão para o trabalho com algum resquício de barro no sapato, que gostem de pagode, churrasco e feijoada. Todos os que usam medalhinha de santo e que fazem festa de casamento com sanduiche de carne desfiada e muitos dos que encaminham estes tipos de e-mail que venho recebendo — delete. O país estaria vazio na manhã seguinte e os ilustres “qualificados”, sem função, pois não poderiam mais exercitar o seu poder. Não poderiam mais subjulgar ninguém, desqualificar para se sobrepor ao invés de simplesmente expor seus pensamentos tão qualificados — delete — acabou. E foram vocês, “C.Os.”, moderninhos, hypes, atingidos no coração, “ou seja”, na vaidade. Os loirinhos e as loirinhas de olhos azuis do sul que pegam na enxada o ano inteiro também — delete — dançaríam.Que linda suécia viraria o Brasil. Para ficar perfeito, só quatro horas de sol por dia. No verão.Imaginem um país só de “qualificados” deste tipo.Que chato.Neste cenário, seria imenso o número de suicídios entre os “qualificados” que não perderam a humanidade.Manchete: “Atirou-se na lagoa Rodrigo de Freitas na tarde de ontém o advogado Rubem Fonseca” — olho de matéria — bilhete de despedida no bolso da camisa continha trecho da marcha carnavalesca “Rancho da Goiabada” de autoria do médico psiquiatra Aldir Blanc. Deixa filhos e livros.Ou esta: “Atirou-se da ponte estaiada nesta manhã o médico paraense Socrates Brasileiro Sampaio de Souza Vieira de Oliveira” — olho de matéria — Durante a trajetória do corpo no ar, gritou impropérios a respeito de Kaká. Deixa letras de samba, gols e uma rodada de chopp paga para os amigos no Pinguim.Para quem não sabe, Hitler era assustadoramente qualificado. Seus predicados enchiam todas as medidas. Acabou com todos que não se enquadravam em seu preconceituoso e desumano “gabarito”.Que medidas políticas sejam discutidas e questionadas é absolutamente salutar. Que proconceitos sejam utilizados para a “qualificação” de um ser humano para isto ou aquilo é nefasto.Por minha parte, mais feliz um pais que tem Bispo do Rosário, Cartola, Mestres Valentim, Vitalino e Salustiano, Profeta Gentileza, Aleijadinho, Patativa do Assaré, Luiz Gonzaga, Nelson Cavaquinho, Chico Mendes, Plínio Marcos, João do Vale, Lula, Diolinda, Antonio Conselheiro, são inúmeros.Estes, fizeram coisas que os “qualificados” vão passar a vida tentando, apenas tentando entender.
Sem Mais,
Douglas Germ — delete.

quarta-feira, 17 de março de 2010

Oh, "país dos impostos"! Álcool e trabalho não combinam.....


A assim chamada "classe média", sobretudo a paulistana, adddooooora "gente bonita". Essa gente cheirosa e florival, justamente por ser a tal, vive deitando, melhor dizendo, vive cagando regras para os pobres e seus representantes. Não 'cai bem', portanto, que os ícones desses iluminados seres perfumados cometam o que eles mesmos chamam de 'gafe'. Seria recomendável, pois, que Lucia Hipólito - consagrada por seus convivas pelas análises cheias de restrições a Lula e a sua base eleitoral - maneirasse no uísque antes de fazer algum comentário.

segunda-feira, 15 de março de 2010

Santos 3 x 4 PALMEIRAS

foto: J.Rodrigues (Agência Estado)
Mas não se pode nunca menosprezar o Palmeiras. O adversário que conta vantagem antes do jogo, diz que vai 'pedalar' ali, rebolar acolá, acaba nos dando a munição de preferência. Imitar porco, então, é o bastante pra tomar de quatro.

quinta-feira, 4 de março de 2010

PALMEIRAS: A CRISE EM PROCESSO


Não é blefe da calhorda imprensinha. A “crise no Palestra” agora é fato! Os resultados em campo expressam não só um time que joga mal, um planejamento com graves lacunas, ou o prolongamento da decepção com o trágico 2009. A crise tem origem na mentalidade coletiva do fracasso, compartilhada por dirigentes, jogadores e torcedores do Palmeiras. Mentalidade que se sustenta do medo, do desconhecimento sobre o que representa essa entidade na história da cultura e do futebol brasileiro, do menosprezo senil às artimanhas dos adversários, sobretudo os de fora das quatro linhas. A crise é grave porque, se não forem extirpadas as arraigadas estruturas da derrota, os vexames permanecerão; mesmo se trouxerem os melhores jogadores do mundo para o Palestra, a sucessão de homéricos fracassos será inevitável. Que se segure o palmeirense que não viveu os terríveis anos 80. A coisa tá feia! E, desgraçadamente, parece que não vai terminar tão cedo.
Leiam a interessante análise abaixo, de Conrado Cacace.

Duro ter calma num momento como este, tentar relatar o que foi a partida, e fazer considerações sobre esse grupo que tem a honra de vestir a camisa do Palmeiras mas que mostra não ter o menor preparo para isso. Mas em respeito aos mais de 30 mil leitores deste blog, vamos lá.

Primeiro vamos aos fatos:

1) o Santo André é um time certinho, arrumadinho. Está bem colocado no campeonato, não tem camisa, nem torcida, nem pressão. Exatamente o oposto do Palmeiras hoje;

2) o Palmeiras hoje é um catadão, não tem qualquer organização tática – a ausência de padrão de jogo vista nos três últimos jogos não foram apenas porque era um clássico, ou porque o adversário era do Piauí, ou porque o campo parecia um pântano. AC Zago acabou de chegar e não teve tempo de impor qualquer mudança, mas o time esta absolutamente acéfalo, parece um time de condomínio chique;

3) qualquer time meia-boca chega no Palestra e se sente à vontade para impor seu futebol, fazer jogadas de efeito, tabelinhas, chapéu, caneta, e agora, até gol de letra. O Palmeiras, ao contrário, tem seus jogadores morrendo de medo da bola. O gol que Armero deixou de fazer é o exato retrato disso. A camisa do Palmeiras pesa demais e esses jogadores não têm condições de vesti-la. E o pior é saber que assim que vestirem a camisa de outro clube, vão jogar bem, porque são bons jogadores – a maioria deles.

O Palmeiras voltou à estaca zero. Depois de chegar muito, muito perto de conquistar o campeonato brasileiro – prova que o trabalho em linhas gerais estava sendo bem realizado – o grupo falhou. Foram três partidas em que as coisas deram errado, e a partir dessa sequência, nunca mais: Avaí, Flamengo e, quem diria, Santo André. A partir daí, o moral foi pro chão e não foi recuperado até agora. E com esse grupo, não será mais, lamento concluir que já era.

A partida de hoje joga por terra todas as teorias conspiratórias que pipocaram desde o ano passado: que Vagner Love rachou o grupo, que tinha ciumeira por causa de salário, que queriam derrubar o Muricy, e mais um monte de absurdos que sempre dissemos aqui serem contos da carochinha. O que acontece mesmo é que o grupo caiu e não consegue mais levantar, a razão é puramente psicológica.

E para que a situação tenha chegado nesse ponto é que temos que identificar uma falha muito grave na cultura recente do futebol do Palmeiras: falta cobrança pesada. Os jogadores foram tratados como adultos, como profissionais responsáveis que ganham dezenas de milhares de reais por mês, mas na verdade são como qualquer grupo de jogadores em qualquer time grande desse país: um bando de desmiolados, deslumbrados e que precisam de rédea curta, e muita porrada no vestiário.

Só que se chegar alguém da noite pro dia tentando fazer isso, não cola. Não terá moral, quem quer que seja. Luxemburgo até fazia isso e muito bem, o problema com ele era outro. Desde sua saída, acabou o poder de recuperação mental dos jogadores.

A chegada de Seraphim del Grande deve ser notada, mas não de imediato. Seraphim não é de gritar, de resolver no berro, mas é firme e respeitado. Só precisa de um certo tempo para sentar no cockpit, ajeitar os espelhos, deslizar o banco mais para trás e conduzir do seu jeito. Mas esperamos que jogador pense um milhão de vezes antes de agir como vagabundo quando estiver em campo com a camisa do Palmeiras, como fez hoje o seu Diego Souza.

Diego se escondeu da bola. Teve o controle dela por várias vezes, mas jamais buscou a jogada mais incisiva, só tocou de lado. Até que ela se ofereceu para ele na medida para mais uma de suas famigeradas e mortais bombas. O jogo estava 2×1. Agora vai! Diego deu um traque na bola. Nem se esforçou pra finalizar como o verdadeiro craque do time. Não enquadrou o corpo, não deu potência no chute, nada. Parecia que estava fazendo um favor a alguém de ter entrado em campo. Até que enjoou e forçou o segundo amarelo e a expulsão. Como um craque como Diego chega num ponto como esse?

E Armero? Mais uma vez teve uma chance, com a gripe de Wendel. Fez uma partida de Armero, nota 3 ou 4. Mas a bola que ele deixou de chutar quando estava de frente para o goleiro, preferindo dar mais um passo, com absoluta paúra de fazer o arremate, mostra como está o emocional desse time.

Eduardo, que acabou de chegar, já parece contaminado por esse espírito de derrotado. Souza, de tanto potencial ano passado, hoje não conseguiria um contrato nem com o River do Piauí, que apanha do Flamengo lá em Teresina. Pierre, até ele, parece ter jogado a toalha. Não é de admirar, também, depois da declaração de Marcos, mais uma: na saída do intervalo, disparou “a torcida pode ficar tranquila que o sofrimento comigo no gol acaba no fim do ano”.

Quando o capitão e líder do time fala uma besteira dessas, qualquer time sente. Um time já propenso a um colapso nervoso como o Palmeiras, desaba. E a pá de cal foi o terceiro gol do Santo André, uma tabelinha ousada, de time que não respeita, que não teme o Palmeiras nem o Palestra. E com requintes de crueldade, o arremate foi de letra.

O Palmeiras de hoje lembra, sob um certo ponto de vista, os times medonhos da década de 80. Tem jogadores bons, até alguns astros que brilhariam intensamente em qualquer time grande do país. Mas aqui, não vai. Tem uma âncora amarrada na cintura de cada jogador. Até ganha um jogo ou outro. Na superação, pode até ganhar clássicos. Mas você vê, está explícito e escancarado que não vai a lugar algum. Como nos anos 80. Como entoou a Mancha no fim do jogo, trata-se de um time sem-vergonha. Mas no sentido exato da palavra. O time não tem vergonha de perder, parecem desinteressados.

É necessário um grande choque na gestão do futebol. Não que todo o trabalho tenha sido uma porcaria. Mas os erros cometidos tomaram um rumo que parece impossívelcorrigir na fórmula atual. É preciso uma solução radical, e agora. Temos jogadores como Ewerthon e Lincoln que ainda nem estrearam. Eles não podem ser contaminados por esse espírito perdedor. O mesmo se aplica aos que acabaram de chegar, como Edinho e Ivo. Gabriel Silva é um menino que vale ouro, e é outro que deve ser preservado.

Mas se esses caras se misturarem com essa nuvem negra que ronda o Palestra, vão cair na vala comum. É hora de aproveitar que o Paulista já foi, aproveitar que não tem mais a pressão de ter que buscar a classificação de qualquer jeito, e fazer uma limpa. Vários bons jogadores já não tem condição de vestir nossa camisa, o prazo expirou. Além dos que acabaram de chegar, segurem:

- Marcos, o grande São Marcos, o maior de todos os tempos, mas precisa de férias. Manda pescar no Mato Grosso um mês.
- Danilo ainda tem salvação, ainda mostra alguma vergonha na cara.
- CleitonX parece ainda ter alguma disposição, e pode se entrosar bem com um novo grupo.

De resto, sobe a molecada da Copinha, contrata um centroavante de peso, e começa o trabalho praticamente do zero. Porque esse time está condenado. Podem bater o bumbo.

segunda-feira, 1 de março de 2010

"Já não tenho a mesma alegria..."

Walter Alfaiate, cantor e compositor de sambas antológicos, partiu nesse sábado (27/02/2010).